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Advogada afirma que Brasil precisa de leis para evitar feminicídio

Advogada afirma que o Brasil precisa de leis de prevenção para evitar feminicídios; 45 leis desde 2019, mas mais de 10 mil mortes, e a denúncia é crucial

Advogada reforça a importância da denúncia
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  • Brasil precisa de leis que previnam a violência contra a mulher para evitar o feminicídio, diz a advogada Thais Cremasco.
  • Segundo levantamento da RECORD, de 2019 a 2025 foram sancionadas quarenta e cinco leis de combate à violência, mas mais de dez mil mulheres foram mortas.
  • No último ano, ocorreram mil quinhentos e sessenta e oito feminicídios em cerca de quatrocentas delegacias da mulher do país.
  • Especialistas destacam que a combate vai além da segurança pública, incluindo mudanças culturais e educação desde a infância.
  • A advogada ressalta a importância da denúncia: muitas vítimas morrem sem medida protetiva, e buscar auxílio da Justiça é apontado como caminho.

Brasil precisa de leis que previnam a violência contra a mulher para evitar feminicídios, dizem especialistas. Dados da RECORD indicam que, entre 2019 e 2025, o país sancionou 45 leis de combate à violência, mas mais de 10 mil mulheres foram mortas nesse período.

Advogada Thais Cremasco, coordenadora do Núcleo de Violência Contra a Mulher da OAB-SP, ressalta a necessidade de leis preventivas para oferecer uma vida mais segura às mulheres. No último ano, foram registrados 1.568 casos de feminicídio em cerca de 400 delegacias da mulher.

Especialistas destacam que o enfrentamento do problema vai além de segurança pública, envolvendo mudanças culturais e educação desde a infância. A advogada aponta que aumentar penas é importante, mas o foco deve ser impedir a violência antes que ela ocorra.

Prevenção e desafios

A denúncia é fundamental para reduzir o risco, pois grande parte das vítimas morre sem qualquer medida protetiva. Muitas mulheres enfrentam medo ou descrença na eficácia da lei, o que dificulta buscar ajuda junto à Justiça.

Para mulheres em relacionamentos abusivos, buscar orientação jurídica e apoio institucional é visto como passo essencial, ainda que haja barreiras emocionais. A atuação conjunta de órgãos públicos e sociedade civil é destacada como caminho para avanços reais.

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