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Casos de traição na direita preocupam pela eleição ao Senado

Casos de traição na direita geram insegurança entre eleitores e podem redefinir a renovação do Senado em 2026

Soraya Thronicke, Joice Hasselmann, Rodrigo Pacheco, Davi Alcolumbre, Alexandre Frota e Heitor Freire são alguns dos parlamentares que abandonaram causas da direita ao longo de seus mandatos. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado / Pablo Valadares/Câmara / Maryanna Oliveira/Câmara / Michel Jesus/Câmara / Pedro França/Agência Senado / Andressa Anholete/Agência Senado)
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  • Casos de traição na direita têm preocupado a eleição de 2026, com representantes conservadores trocando de lado, como a senadora Soraya Thronicke, que migrou ao PSB e votou contra o indiciamento de ministros do STF.
  • Joice Hasselmann e Alexandre Frota romperam com Bolsonaro, indo de aliados a críticos; Frota chegou a apoiar Lula e filiou-se ao PDT, enquanto Joice perdeu força eleitoral após conflitos partidários.
  • Há exemplos de parlamentares da direita ocupando cargos no governo Lula, como Heitor Freire, nomeado para a diretoria da Sudene em 2023 como parte de acordos políticos com o União Brasil.
  • O comando do Senado é visto como ponto de traição por conservadores, já que Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre, apoiados pela base bolsonarista, teriam arquivado pedidos de impeachment e barrado pautas conservadoras, como a anistia aos presos dos atos de oito de janeiro.
  • O impacto para 2026 é a criação de insegurança entre o eleitor de direita, que pode exigir mais critérios na escolha de candidatos ao Senado, pois o controle da Casa é visto como crucial para fiscalizar o Judiciário e aprovar leis alinhadas a valores conservadores.

A leitura sobre a relação entre direita conservadora e o governo tem se alterado no meio do mandato. Parlamentares apoiados por Bolsonaro têm alterado pautas, o que acende o debate sobre as próximas eleições de 2026 e a renovação de cadeiras no Senado.

Entre os casos mais citados, Soraya Thronicke aparece como núcleo da discussão. Eleita pelo antigo aliado de Bolsonaro, migrou para o PSB e votou contra o indiciamento de ministros do STF em uma CPI, contrariando o seu eleitorado de 2018.

Outros nomes que tinham ligação com o ex-presidente também deixaram de atuar como aliados próximos. Joice Hasselmann e Alexandre Frota passaram de apoiadores a críticos, com declarações sobre o chamado gabinete do ódio. Frota apoiou Lula e se filiou ao PDT; Joice enfrentou problemas eleitorais.

Há ainda exemplos de direitistas que assumiram cargos no governo de Lula. Heitor Freire, conhecido por posições cristãs e pelo pedido de extinção do PT, entrou em uma diretoria da Sudene em 2023, em acordo político entre o governo e o União Brasil.

O motivo pelo qual o comando do Senado aparece como terreno de tensão envolve atuação de figuras ligadas à base bolsonarista. Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre chegaram à presidência com esse apoio, mas são vistos como traidores por alguns eleitores que desejam pautas conservadoras.

Para as eleições de 2026, esses episódios geram insegurança entre o eleitor de direita. O foco fica na escolha de candidatos ao Senado, pois o controle da Casa é fundamental para fiscalização do Judiciário e para leis alinhadas a valores conservadores.

Conteúdo produzido pela Gazeta do Povo com base em apuração da equipe de repórteres. Leia a reportagem na íntegra para aprofundar o tema.

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