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Chefe da Comissão Eleitoral do Peru renuncia durante contagem de votos

Renúncia de Piero Corvetto aumenta incerteza sobre resultados atrasados das eleições de abril no Peru, com revisão de cédulas e disputa acirrada pelo segundo turno

Autoridades do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru inspecionam materiais da votação durante o segundo dia de pleito, em Pucallpa
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  • O chefe da Comissão Eleitoral do Peru, Piero Corvetto, renunciou nesta terça-feira, em meio à pressão sobre os resultados da eleição realizada em 12 de abril.
  • Corvetto já havia reconhecido atrasos logísticos no processo, mas negou irregularidades.
  • Observadores da União Europeia haviam indicado não haver evidências de fraude até o momento.
  • As autoridades começaram a revisar milhares de cédulas contestadas devido a inconsistências, o que atrasou a divulgação dos resultados finais.
  • Com quase noventa e quatro por cento das urnas apuradas, a candidata conservadora Keiko Fujimori tinha cerca de dezessete por cento dos votos, enquanto Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga disputavam o segundo lugar com duas margens apertadas. O resultado final deve sair até quinze de maio.

Piero Corvetto, chefe da Comissão Eleitoral do Peru, renunciou nesta terça-feira (21), em meio à pressão sobre os resultados atrasados das eleições de 12 de abril. A decisão ocorre após dias de incerteza sobre o andamento da contagem oficial.

Corvetto divulgou a carta de renúncia pelo X e já havia reconhecido atrasos logísticos no processo, sem admitir irregularidades, conforme o informado. A comunicação não detalha os motivos específicos da saída.

A contagem oficial avançou lentamente desde sexta-feira (17). Na segunda-feira (20), autoridades iniciaram a revisão de milhares de cédulas contestadas por inconsistências, informações ausentes ou erros nas folhas de apuração.

Contexto e desdobramentos

Observadores da União Europeia afirmaram não ter identificado evidências de fraude até o momento, segundo fontes ligadas ao processo. A disputa permanece entre Keiko Fujimori, Roberto Sánchez e Rafael López Aliaga, com o segundo lugar ainda incerto.

Com quase 94% dos votos apurados, Fujimori apresentava cerca de 17% dos votos, segundo o Júri Nacional Eleitoral (JNE). Sánchez e Aliaga disputavam o segundo posto, com 12% e 11,9%, respectivamente, em uma diferença de cerca de 14 mil votos.

A distância entre os dois candidatos é menor do que os impactos de falhas logísticas observados em centros de votação, que afetaram mais de 50 mil eleitores em outros episódios do pleito. O resultado final da eleição presidencial deve ser divulgado até 15 de maio, segundo o JNE.

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