- O chefe do órgão eleitoral peruano ONPE, Piero Corvetto, renunciou horas antes de depor ao Ministério Público por irregularidades ocorridas no primeiro turno.
- A renúncia foi entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ocorre em meio a atrasos na contagem de votos.
- A demora na apuração é causada pela revisão de mais de quinze mil células eleitorais na região metropolitana de Lima.
- Até a tarde de terça-feira, noventa e quatro por cento dos votos haviam sido contabilizados, com a liderança da diretista Keiko Fujimori (16% ou 17%), seguida pelo esquerdista Roberto Sánchez (12%) e pelo ultraconservador Rafael Aliaga com menos de trinta mil votos.
- Corvetto afirmou que cumpriu a função com integridade e que dúvidas sobre a organização das eleições deverão ser esclarecidas por investigação imparcial, além de indicar que responderá dentro de suas competências.
O chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE) do Peru, Piero Corvetto, renunciou ao cargo nesta terça-feira (21/04), horas antes de depor sobre irregularidades no primeiro turno das eleições. A saída foi entregue ao Conselho Nacional de Justiça.
Segundo a própria carta, Corvetto afirmou ter cumprido o cargo com integridade e que os questionamentos sobre a organização das eleições devem ser apurados por investigações independentes. Ele disse que dúvidas persistem e deverão ser esclarecidas.
A renúncia ocorre em meio a atrasos na contagem dos votos, causada pela revisão de mais de 15 mil cédulas contestadas. Até a tarde de hoje, 94% dos votos já haviam sido contabilizados.
No momento, a liderança do pleito aponta para Keiko Fujimori, com cerca de 17% dos votos, seguida por Roberto Sánchez, com aproximadamente 12%. O caso ainda não definiu quais candidatos disputarão o segundo turno.
A indefinição acontece após o primeiro turno realizado há pouco mais de uma semana, com a apuração ainda em andamento na região metropolitana de Lima. As autoridades esperam concluir os resultados o quanto antes para confirmar o panorama do segundo turno.
Corvetto deverá prestar esclarecimentos ao Ministério Público sobre o cenário eleitoral. A organização informou que continuará colaborando com as investigações e manterá transparência sobre os procedimentos logísticos.
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