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Comissão do Senado rejeita proposta de cultivo e uso de maconha

Comissão de Direitos Humanos do Senado rejeita proposta de regulamentar uso da maconha, incluindo autocultivo de até vinte plantas por pessoa

Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária
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  • A Comissão de Direitos Humanos do Senado rejeitou a proposta de regulamentar o uso adulto e o autocultivo de maconha no Brasil.
  • A ideia previa permitir até vinte plantas por pessoa para facilitar o acesso à cannabis sem depender do comércio ilegal.
  • A proposta derivou de uma ideia legislativa apresentada ao e-Cidadania por um eleitor e reuniu mais de vinte mil apoios em um mês.
  • O senador Eduardo Girão (NOVO-CE) acompanhou o voto e destacou os impactos negativos à saúde pública, à segurança e à fiscalização do Estado.
  • No relatório, Girão ressaltou que, mesmo para uso medicinal, o Brasil mantém controle rígido e não admite autocultivo irrestrito nem uso recreativo.

A Comissão de Direitos Humanos do Senado rejeitou na última semana a proposta que previa regular o uso adulto de maconha e permitir o autocultivo no Brasil. O texto também sugeria uma permissão de até 20 plantas por pessoa, com objetivo de reduzir a demanda pelo mercado ilegal.

A decisão ocorreu no âmbito de uma avaliação da ideia legislativa apresentada via e-Cidadania por um eleitor, que ganhou apoio de mais de 20 mil pessoas em um mês na plataforma do Senado. O parecer foi conduzido com base em dados levantados pela Agência Senado.

Segundo o relatório, o relator Eduardo Girão apontou riscos para a saúde pública, a segurança e a fiscalização estatal. A proposta, ainda, previa regulamentação de uso medicinal sujeito a controles, sem mencionar flexibilização para o recreativo.

Motivos do voto e posicionamento

Girão destacou que, mesmo para fins medicinais, o Brasil adota rigidez regulatória, com cautela e supervisão intensiva. O senador afirmou que não existe autorização para autocultivo irrestrito, nem para uso recreativo, e que maior conhecimento técnico eleva a necessidade de controle.

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