- O ministro Gilmar Mendes pediu a Alexandre de Moraes que inclua o ex-governador Romeu Zema no inquérito das fake news, que corre em sigilo no STF.
- A solicitação ocorreu depois que Zema compartilhou vídeo com fantoches de Gilmar Mendes e Dias Toffoli discutindo o escândalo do Banco Master.
- No vídeo, o fantoche de Toffoli fala de suposta aprovação de quebra de sigilo pela CPI do Crime; o de Gilmar diz que anula, pedindo uma “cortesia” do Tayayá Resort ligado à família Toffoli.
- A ligação com o caso Master envolve a Maridt Participações (empresa ligada a Toffoli) e possíveis vínculos com o Tayayá Resort, além de menções a movimentações financeiras suspeitas.
- Zema disse ter ficado surpreso e decepcionado com o pedido, afirmou usar a alegoria de fantoches para criticar ministros e disse que é antidemocrático; pretende disputar a Presidência em outubro e já criticou decisões do STF.
O ministro Gilmar Mendes enviou a Alexandre de Moraes um pedido para investigar o ex-governador Romeu Zema no inquérito das fake news. O processo tramita em sigilo no STF e a solicitação foi confirmada pela CNN. A medida ocorreu após Zema compartilhar um vídeo com fantoches de Gilmar e Toffoli.
No vídeo, o fantoche de Toffoli cita a suposta aprovação de quebra de sigilo pela CPI do Crime Organizado. O boneco de Gilmar responde que anula e pede uma ajuda ligada ao Tayayá Resort, ligado à família de Toffoli, para uma jogada de final de semana. Há menção à relação com o caso Master.
O vídeo também menciona a Maridt Participações, ligada a familiares de Toffoli, e sua relação com o Tayayá Resort. A empresa vendeu participação ao fundo Arleen, ligado ao Master. O fundo é gerido pela Reag, que também investiu na DGEP Empreendimentos, ligada a um primo de Toffoli.
Inquérito das fake news
O inquérito, aberto em 2019 por decisão de Toffoli, apura a existência de um grupo que disseminaria notícias falsas contra a Corte e instituições democráticas. Moraes já esteve em confronto com Bolsonaro e aliados, em investigações de 2021 e casos relacionados.
Zema disse à CNN ter ficado surpreso com o pedido de inclusão no inquérito. O ex-governador afirmou que usou a alegoria dos fantoches para denunciar supostas irregularidades no STF e classificou a medida como antidemocrática.
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