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Especulações sobre possível vice católica para Flávio Bolsonaro

Progressistas avaliam Simone Marquetto como vice de Flávio Bolsonaro para ampliar apoio católico diante da vantagem de Lula entre eleitores católicos

O senador Flávio Bolsonaro com a deputada federal Simone Marquetto, que pode ser sua vice na chapa para a presidência da República
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  • O Partido Progressista busca viabilizar Simone Marquetto como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, destacando sua condição de católica e proximidade com religiosos.
  • A atuação paulista do PP cita nomes como Ciro Nogueira e Guilherme Derrite como apoiadores da empreitada.
  • O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, disse que é preciso mudar a tática com católicos para não perder terreno nesse eleitorado.
  • Pesquisas Datafolha indicam 43% de intenção de voto entre católicos para Lula e 30% para Flávio, enquanto entre evangélicos Flávio tem vantagem.
  • A estratégia católica de Flávio aposta em influenciadores e lideranças da catolicidade digital, incluindo Eros Biondini, com referências ao catolicismo midiático e ao Vaticano.

Na corrida presidencial, o Partido Progressista (PP) busca viabilizar a deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) como vice na chapa do candidato Flávio Bolsonaro (PL). A movimentação ganhou força neste mês de abril, em São Paulo, com apoio de interlocutores do PL, como Ciro Nogueira e Guilherme Derrite. A candidatura de Flávio ainda não tem vice definida.

Entre os argumentos apresentados, destaca-se a proximidade de Marquetto com o campo católico. Ela é apresentada como candidata possível por ser católica e pela relação com lideranças religiosas, inclusive envolvendo atividades com bispos e padres, além de visitas a missas. A ideia é explorar o universo católico, diferente do ganho já consolidado entre evangélicos.

Contexto eleitoral e leituras estratégicas

O diagnóstico interno do PL aponta desvantagens com católicos. Líderes partidários reconhecem necessidade de recalibrar táticas para esse seguimento, ainda sem consenso sobre a vice. Em levantamento recente do Datafolha, Lula aparece com 43% entre católicos, versus 30% de Flávio Bolsonaro, o que alimenta o debate sobre aliança religiosa.

O efeito dessa estratégia depende da relação entre católicos e a cúpula da Igreja. Enquanto o campo evangélico segue com liderança pastoral, o católico é visto como mais hierarquizado, dificultando acordos institucionais. A estratégia passa, então, por figuras influentes no catolicismo digital e por apoio de influenciadores ligados à Renovação Carismática.

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