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Por que o Southern Poverty Law Center foi indiciado por fraude federal?

Indiciamento nos EUA acusa o SPLC de pagar informantes para infiltrar grupos extremistas sem transparência com doações, totalizando ao menos $3m

Southern Poverty Law Center director Morris Dees at a news conference in Montgomery, Alabama, on 18 November 2002.
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  • A Southern Poverty Law Center foi indiciada, nesta terça-feira, por fraudes federais, segundo o procurador-geral assistente Todd Blanche.
  • A acusação sustenta que a organização pagou informantes para infiltrar grupos extremistas sem divulgar os pagamentos aos doadores.
  • Alega-se que foram pagos pelo menos US$ 3 milhões a informantes ligados a organizações como Ku Klux Klan, Aryan Nations e National Socialist Party of America entre 2014 e 2023.
  • As acusações incluem fraude eletrônica, fraude bancária e conspiração para lavar dinheiro; o processo tramita no Alabama, onde o centro fica.

O Southern Poverty Law Center (SPLC) foi indiciado nesta terça-feira por crimes federais de fraude, segundo o subprocurador-geral adjunto Todd Blanche. A acusação diz que a organização pagou informantes para infiltrarem grupos extremistas sem revelar os pagamentos aos doadores.

Ao que tudo indica, pelo menos 3 milhões de dólares foram destinados a informantes ligados a Ku Klux Klan, Aryan Nations, National Socialist Party of America e outros grupos entre 2014 e 2023. A peça processual sustenta que o uso de fundos visava monitorar atividades violentas, sem transparência para quem financiou.

O presidente executivo do SPLC, Bryan Fair, afirmou que os pagamentos eram feitos a informantes confidenciais para proteger a segurança pública, com informações frequentemente repassadas ao FBI e a outras autoridades. Fair disse ainda que as informações coletadas ajudaram a salvar vidas e manteve que as acusações são falsas.

Contexto e histórico

Fundado em 1971 por Morris Dees, o SPLC atua na defesa de direitos civis, acompanhando desde então grupos considerados de ódio e extremistas. Ao longo dos anos, a organização manteve uma seção de monitoramento de extremistas, que começou com o foco no Ku Klux Klan e se expandiu para outras organizações.

O DOJ aponta que o caso envolve uso de recursos de doadores para financiar atividades de grupos extremistas, com acusações de fraude, fraude bancária e conspiração para lavagem de dinheiro. Analistas jurídicos destacam que a matéria foca na finalidade e na forma de aplicação dos recursos, não apenas no desvio de valores.

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