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Promotoria aponta omissão do ex-comandante da PM em apuração de vazamentos ao PCC

Promotoria vê indícios de omissão do ex-comandante da PM ao não apurar vazamentos ao PCC; defesa nega irregularidades e diz não ter acesso aos autos

O ex-comandante-geral da PM de São Paulo, José Augusto Coutinho
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  • Ministério Público de São Paulo aponta indícios de omissão do ex-comandante-geral da PM, José Augusto Coutinho, ao não apurar vazamentos de operações e de informações sigilosas sobre o PCC, embora tenha sido alertado sobre o problema.
  • A investigação, da Polícia Judiciária Militar, apura possível envolvimento de agentes da Rota e envolve a hipótese de prevaricação ou condescendência de Coutinho entre 2020 e 2021.
  • Promotor Lincoln Gakiya afirmou ter avisado o então chefe da Rota sobre gravação de conversa com informante, que foi vendida ao PCC, sem que fossem tomadas providências.
  • A defesa de Coutinho afirmou não ter acesso aos autos, mas reiterou que o oficial tem 34 anos de carreira, sem histórico de conduta irregular; ele deixou o cargo em 16 de abril e foi substituído pela coronel Glauce Anselmo Cavalli.
  • A Promotoria pediu remessa do caso à segunda instância por foro de prerrogativa; a SSP diz manter sigilo e reforça que apurações seguem com rigor técnico e observância legal.

O Ministério Público de São Paulo aponta indícios de omissão do ex-comandante-geral da PM, José Augusto Coutinho, em apuração sobre vazamentos de operações e informações sigilosas ligadas ao PCC. A investigação envolve agentes da Rota e ocorreu entre 2020 e 2021.

A acusação decorre de depoimento do promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, que afirmou ter alertado Coutinho sobre gravações que teriam sido vendidas ao PCC. A denúncia não sugere vínculo direto entre Coutinho e a organização criminosa.

Coutinho deixou o cargo em 16 de abril, sob gestão de Guilherme Derrite. Quem o substituiu foi a coronel Glauce Anselmo Cavalli, primeira mulher a ocupar o posto. A Promotoria pediu encaminhamento do caso à segunda instância.

Defesa

A defesa de Coutinho afirma ainda não ter acesso total aos autos, mas sustenta a idoneidade do oficial, com 34 anos de carreira e sem histórico de irregularidades.

Ponto das investigações

A SSP afirma que não comenta apurações em andamento devido ao sigilo legal, mas ressalta que procedimentos são conduzidos com rigor técnico e respeito ao devido processo. O órgão reforça o compromisso com a legalidade.

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