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Sol Nascente, a 2ª maior favela do Brasil, vive sob contrastes

Sol Nascente, 2ª maior favela do Brasil, registra avanços de gestão, mas falta de esgoto atinge quase quatro em cada dez imóveis

O uso do termo “favela” pelo IBGE para definir o Sol Nascente não é unanimidade entre os moradores
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  • Sol Nascente é considerada a segunda maior favela do Brasil pelo IBGE, localizada a trinta quilômetros do centro de Brasília, com setenta mil e oitenta e oito moradores no Censo de dois mil e vinte e dois; a PDAD de dois mil e vinte e quatro estima cerca de cento e oito mil habitantes.
  • A origem envolve grilagem e expansão da Ceilândia, comocupações irregulares que ainda dificultam a atuação do Estado e geram ligações de energia instáveis em áreas sem regularização.
  • A administração regional, desde dois mil e dezenove, afirma ter investido cerca de um bilhão de reais em obras e entregou uma unidade básica de saúde; há projeto em andamento para um pronto atendimento e a pretensão de construir um hospital.
  • A educação envolve doze instituições; sessenta e dois por cento dos moradores frequentam a escola, enquanto trinta e sete por cento não vão; há investimentos como uma escola com capacidade para novecentos e cinquenta alunos e três creches.
  • O termo “favela” divide opiniões entre moradores, com a administração buscando reconhecer a região como cidade em desenvolvimento e ampliar a presença do Estado, superando o rótulo e garantindo direitos.

O Sol Nascente, a 2ª maior favela do Brasil, fica a 30 km do centro de Brasília. O IBGE inclui o território entre as favelas, com base em critérios de posse, serviços públicos e urbanização. A população oficial do Censo 2022 é de cerca de 70.908 moradores.

A região administrativa é objeto de disputas e políticas públicas. Em 2019, houve a transformação do Sol Nascente em região administrativa do Distrito Federal, com promessas de reformas e investimentos. A Pdad de 2024 aponta 108 mil habitantes, estimativa acima do censo.

A comunidade enfrenta problemas estruturais, entre eles a falta de esgoto para grande parte das residências. Dados do Censo 2022 indicam que 37,88% dos domicílios não têm acesso ao esgotamento sanitário. A gestão administrativa afirma avanços desde 2019.

Condições de infraestrutura e serviços

A administração regional diz ter investido próximo a R$ 1 bilhão em obras públicas, incluindo uma unidade de saúde básica com capacidade para 300 pessoas. Há ainda o projeto de uma unidade de pronto atendimento, entre as maiores do Brasil.

Moradores contam com ações de entidades locais. O Instituto Ivanete Renovação oferece serviços de fisioterapia, pilates e massoterapia para mais de 1.000 pessoas, suprindo lacunas deixadas pelo poder público. A sede fica perto da Ceilândia.

Desafios e perspectivas locais

Apesar de avanços, grande parte da população ainda enfrenta dificuldades de acesso a serviços básicos. A região tem 12 escolas, com melhorias recentes, incluindo uma escola para até 950 alunos e três creches para 200 crianças cada.

O crescimento do Sol Nascente ocorreu, em parte, por grilagem de terras, mantendo áreas sem regularização e limitando a atuação do Estado. Em alguns pontos, energização é precária, recorrendo a improvisos para ligar a rede.

Contraste e convivência no território

A cidade mostra contrastes: há moradores em condomínios planejados próximos a casas sem acabamento, ou com serviços precários. Um professor da rede local ressalta que a infraestrutura do entorno diverge consideravelmente entre trechos diferentes.

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