- O senador Jaques Wagner, líder do governo no Senado, afirma que não vai atacar o STF para se reeleger e diz que não participa de uma “sanha” de críticas à Corte.
- Em 2023, Wagner votou a favor de PEC que restringe decisões individuais de ministros do STF, mas diz que não seguirá a “onda da galera”.
- O PT realiza seu 8º Congresso em Brasília, defendendo a criação de um código de ética e conduta para o STF e a revisão de privilégios da Corte.
- Lula e o PT tentam se desvincular do desgaste da Corte após o escândalo do Banco Master; o ministro Flávio Dino pediu cautela a mudanças superficiais no código de ética.
- Wagner discordou do relatório da CPI do Crime Organizado que pedia o indiciamento de ministros do STF e afirmou que não comanda ações contra Gilmar Mendes ou Alexandre de Moraes; comentou sobre a atuação de Messias no STF.
O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado, diz que não vai se alinhar à sanha de ataques ao STF, mesmo que as críticas venham de aliados do Palácio do Planalto ou do próprio PT. Ele afirma que não atuará para favorecer a reeleição com base em críticas à Corte.
Wagner reconhece divergências com decisões do STF, lembrando que votou, em 2023, a favor de uma PEC que restringe decisões individuais de ministros. Ainda assim, sustenta que não pode seguir a multidão nem agir apenas por conveniência política.
O foco do PT neste fim de semana é o 8º Congresso, em Brasília, onde há defesa de um código de ética e conduta para o STF, conforme pauta discutida entre as lideranças do partido. A pauta surge em meio a desgaste político da Corte após episódios envolvendo autoridades.
Diante das tensões, Wagner comenta a crise gerada pela atuação de ministros do STF e pelas diligências da CPI do Crime Organizado. O senador afirma que não comanda a caneta de ministros nem se envolve em cálculos políticos sobre eventuais investigações.
A polêmica ganhou novo contorno com declarações do ministro Flávio Dino, do STF, que criticou mudanças rasas no código de ética. Wagner observa que as ações do STF ocorrem em uma esfera distinta, sem estabelecer ligações diretas com interesses partidários.
Em relação a uma indicação de Jorge Messias ao STF, Wagner diz ter pressa na sabatina, prevista para o fim de mês, mas evita antecipar votos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tem sido questionado sobre a indicação, que envolve aceno entre Lula e alianças políticas.
Wagner encerra destacando que, embora haja apoio institucional, o cenário para Messias é definido pela sabatina e pela composição do Senado, sem previsões definitivas sobre votos ou resultados.
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