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Cármen Lúcia afirma que democracia é frágil e precisa de direitos básicos

Cármen Lúcia afirma que a democracia é frágil e vai além da retórica, exigindo diálogo constante e adaptação do STF diante crises atuais

A ministra Cármen Lúcia, do STF, durante aula na UnB | Reprodução/YouTube
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  • A ministra Cármen Lúcia, do STF, discursou na UnB defendendo as liberdades da democracia e dizendo que ela é frágil, parte da cesta básica dos direitos.
  • Ela afirmou que a vida e a democracia se constroem diariamente e que é preciso lutar todos os dias para não perder liberdades.
  • Citou a crise climática e a comunicação pelas redes sociais como desafios modernos, destacando a necessidade de vigilância sobre seus impactos no tecido social.
  • Disse que o STF enfrenta dilemas inéditos e que não há perguntas prontas, sendo necessário encontrar formas de preservar as garantias democráticas.
  • Enfatizou a importância do diálogo entre diferentes e da Constituição de mil oitenta e oito para a dignidade humana, destacando a luta pela igualdade feminina e mencionando que é a terceira mulher no STF, única entre os dez após a aposentadoria de Rosa Weber.

A ministra Cármen Lúcia, do STF, discursou em aula magna na UnB nesta quarta-feira (22), defendendo as liberdades da democracia e afirmando que o modelo de governo não pode ficar apenas na retórica. Ela ressaltou que a democracia é parte da cesta básica dos direitos fundamentais.

A fala destacou a vida diária da democracia, ressaltando fragilidades e a necessidade de atuação constante para preservar liberdades, diante da crise climática e da expansão de redes sociais. Segundo a ministra, é preciso monitorar os impactos sociais para evitar retrocessos democráticos.

Ela lembrou que o STF enfrenta dilemas sem precedentes e admite que não há respostas prontas. A ministra enfatizou a importância do diálogo entre diferentes e do ambiente universitário como espaço de convivência e de ampliar visões de mundo.

Cármen Lúcia também ressaltou o papel da Constituição de 1988, que coloca a dignidade humana como princípio. Ela destacou a importância da luta pelos direitos femininos, observando que a presença feminina no STF tem sido histórica desde a aposentadoria de Rosa Weber.

> Ninguém aprende apenas com iguais. A ministra defende que o aprendizado surge com o plural e com a transformação de ideias, abrindo espaço para diferentes perspectivas.

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