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Cármen Lúcia aponta que redes sociais reforçam estereótipos na UnB

Ministra Cármen Lúcia critica misoginia nas redes e afirma que o mundo digital reforça estereótipos; defesa da democracia como garantia de espaços mais igualitários

Na UnB, Cármen Lúcia ministra aula magna e debate misoginia e presão estérica - (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)
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  • Nesta quarta-feira, 22 de abril, a ministra Cármen Lúcia proferiu aula magna na Universidade de Brasília (UnB e refletiu sobre democracia e igualdade.
  • Ela criticou discursos misóginos e ressaltou que o ambiente digital tende a reforçar estereótipos relacionados aos corpos femininos.
  • A ministra destacou o impacto das pressões estéticas, comentando o uso de canetas emagrecedoras como Ozempic e Mounjaro.
  • Questionou por que não se pergunta o peso de colegas homens, evidenciando desigualdade de cobranças entre homens e mulheres.
  • Ao encerrar, enfatizou que a sala de aula faz parte da garantia da democracia e que o acesso a ela precisa ser assegurado a todos.

Na Universidade de Brasília (UnB), a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia ministrou nesta quarta-feira (22/04) uma aula magna. O objetivo foi discutir o aumento de discursos misóginos e a importância da democracia para ampliar espaços igualitários na sociedade.

Durante a fala, a ministra ressaltou que o direito à dignidade humana é central no cenário jurídico global, e que a proteção a essa dignidade deve guiar decisões e políticas públicas. Ela destacou ainda a relação entre redes sociais e persistência de estereótipos sobre corpos femininos.

A aula abordou o papel das plataformas digitais na disseminação de padrões estéticos e comportamentais. Cármen Lúcia citou a pressão por padrões de beleza e apontou que algumas práticas de saúde, como o uso de dispositivos de emagrecimento, refletem uma cultura de exigência estética excessiva.

Ao falar sobre democracia, a ministra enfatizou a necessidade de debate constante e cotidiano sobre o tema. Para ela, a participação política e a garantia de direitos dependem de um elo contínuo entre educação, participação cívica e participação institucional.

No encerramento, Cármen Lúcia reforçou que o ambiente escolar é parte essencial da democracia e deve ser acessível a todos. Ela destacou ainda que existem muitos jovens no país sem condições de escolher plenamente o próprio caminho e que é preciso ampliar oportunidades, especialmente para meninas.

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