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Cientista político vê efeito-Trump como possível desempate entre Lula e Flávio

Analista: elo bolsonarismo-Trump pode manter alta rejeição de Flávio e favorecer Lula em 2026, com maior peso da política externa na campanha

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  • Analista Rafael Cortez afirma que o “efeito Trump” pode favorecer Lula na eleição de 2026 e pressionar Flávio Bolsonaro.
  • A centralidade de Donald Trump no debate político brasileiro pode impactar a disputa presidencial do ano, segundo a análise.
  • A associação do bolsonarismo a Trump pode aumentar a rejeição de Flávio Bolsonaro e manter Lula competitivo.
  • Lula poderia ganhar indiretamente, mesmo com avaliação negativa do governo, se a rejeição a Flávio permanecer alta.
  • O campo bolsonarista investiu na relação com Trump; o analista vê o efeito Trump como possível fator de desempate em cenário apertado.

O cientista político Rafael Cortez afirma que a presença de Donald Trump no debate público brasileiro pode influenciar a corrida presidencial de 2026. Segundo ele, a associação entre o bolsonarismo e o ex-presidente americano tende a manter a rejeição a Flávio Bolsonaro elevada, ao mesmo tempo em que pode favorecer Lula da Silva. A análise foi apresentada no programa Ponto de Vista, com a participação de Veruska Donato e do editor José Benedito da Silva.

Cortez sustenta que a estratégia de Lula de tensionar o tema externo não se limita ao âmbito diplomático. Em um cenário de polarização acentuada, esse movimento pode gerar efeitos eleitorais reais, ampliando a vantagem do presidente frente a rivais da oposição, especialmente Flávio Bolsonaro.

Efeito Trump na disputa

O analista aponta que a associação do bolsonarismo a Trump pode custar a Flávio Bolsonaro com a percepção de uma rejeição constante. Ele indica que episódios envolvendo os Estados Unidos tendem a reforçar esse sentimento entre o eleitorado, dificultando a aliança de Flávio com parte do eleitor que já foi governista.

Cortez avalia que Lula pode colher ganhos indiretos nesse cenário. Enquanto a rejeição a Flávio permanece alta, a avaliação negativa ao governo pode recuar, ajudando o petista a manter o ritmo competitivo mesmo diante de desafios na gestão pública.

O papel da oposição

O campo bolsonarista apostou na relação com Trump como fator estratégico. Ao explorar essa ligação, os adversários de Lula ganham um argumento para contrapor críticas, com o objetivo de fragilizar a imagem de Flávio Bolsonaro junto a um eleitor que valoriza posição firme em relação aos Estados Unidos.

Para o cientista político, o efeito Trump pode atuar como desempate em uma eleição com resultado apertado. A combinação entre política externa, episódios recentes e retórica presidencial tende a influenciar o comportamento do eleitor na hora do voto.

Panorama para 2026

A leitura indica que a disputa pode extrapolar o tema doméstico e incorporar elementos da política internacional como ferramenta de persuasão. A relação com os EUA, especialmente com Trump, deixa de ser apenas tema diplomático e passa a integrar estratégias eleitorais de ambas as frentes.

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