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Conselho de Fisioterapia apura suposta interferência na eleição do Crefito-4

Coffito investiga suposta inclusão de 1.152 profissionais fora do prazo na lista de eleitores do Crefito-4, antes da eleição.

Coffito vai apurar se diretoria provisória se beneficiou dos cargos para interferir em processo eleitoral
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  • O Coffito abriu apuração para investigar suposta interferência no processo eleitoral do Crefito-4, que ocorrerá em Minas Gerais no dia 23 de abril.
  • A investigação envolve o envio, pela diretoria provisória do Crefito-4, de uma lista complementar para incluir cerca de 1.152 a 1.200 profissionais atrasados na lista de votantes.
  • A Comissão Eleitoral, ligada ao Coffito, recusou o pedido de reabertura de prazo para atualização cadastral, mantendo o que já estava definido.
  • Mesmo com a solicitação recusada, o Coffito apura se houve benefício indevido aos cargos da diretoria provisória e se houve contaminação da lista original pela inclusão tardia.
  • O Crefito-4 afirma que as duas listas de votantes foram recebidas pela BeeVoter, que operacionaliza o pleito, e que não houve irregularidade segundo a empresa; o órgão também nega qualquer irregularidade ou manipulação.

O Coffito (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) abriu uma apuração sobre uma suposta tentativa de interferência no pleito do Crefito-4, em Minas Gerais, marcado para esta quinta-feira (23). A investigação apura a possível inclusão de eleitores fora do prazo oficial, cerca de 1.200 profissionais, segundo denúncias recebidas. O objetivo seria influenciar a eleição da diretoria para o período 2026-2030.

O Crefito-4 negou irregularidades. A entidade afirma que a inclusão de uma lista complementar tinha o propósito de assegurar o direito ao voto de profissionais não constados na primeira lista e de ampliar a transparência do processo. A lista original foi enviada à BeeVoter, responsável pela organização do pleito, em 15 de março, e houve pedido de reabertura do cadastro em 24 de março, que foi negado pela Comissão Eleitoral.

Em 16 de abril, o Crefito-4 enviou um e-mail à BeeVoter solicitando a inclusão de 1.152 profissionais não incluídos na primeira etapa. No dia seguinte, a Comissão Eleitoral rejeitou o pedido, afirmando que a etapa de definição de quem poderia votar já havia sido encerrada. A autoridade eleitoral considerou que reformas na lista próxima da eleição poderiam comprometer a lisura do processo.

Procedimento administrativo

O Coffito instaurou um procedimento para apurar se a diretoria provisória do Crefito-4 se beneficiou de cargos para influenciar o pleito. A instituição informou que o caso está em tramitação, com medidas cabíveis para assegurar a regularidade, a lisura e a segurança do pleito.

A Coffito pediu informações à BeeVoter para verificar eventuais contaminações na lista de eleitores. A empresa negou irregularidades, ressaltando que as listagens inicial e complementar foram recebidas sem apontar falhas, e que o envio da lista suplementar não comprometeu o conjunto.

O que diz o Crefito-4

A instituição esclarece que tanto a listagem inicial quanto a complementar foram enviadas à BeeVoter, contratada pelo Coffito, que confirmou o recebimento a ele. Segundo o Crefito-4, não houve apontamento de irregularidade e a BeeVoter informou que o envio da lista complementar não frustrou a lista original.

O Crefito-4 também afirma que não há conhecimento de investigação da Polícia Federal sobre o tema e rejeita alegações de manipulação pela diretoria provisória. A nota ressalta a divulgação de informações, próximas ao pleito, como motivo de estranheza.

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