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Defesa de Monique Medeiros solicita explicações sobre prisão Caso Henry Borel

Defesa de Monique Medeiros entra com Embargo de Declaração no STF para esclarecer fundamentos da prisão restabelecida após decisão de Gilmar Mendes

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  • A defesa de Monique Medeiros protocolou no STF um Embargo de Declaração para esclarecer fundamentos técnicos da prisão restabelecida pelo ministro Gilmar Mendes.
  • O recurso, apresentado no sábado (18), busca entender a interpretação do dispositivo legal que manteve a prisão, não revisar o mérito.
  • A defesa sustenta que a soltura anterior, em 23 de março de 2026, baseou‑se no excesso de prazo injustificado para o julgamento, em meio ao adiamento do tribunal do júri.
  • Gilmar Mendes acolheu reclamação do pai da vítima, Leniel Borel, e afirmou que o atraso configurou manobra da defesa, mantendo a prisão por ordem pública.
  • Monique se entregou na 34ª DP (Bangu) e foi encaminhada ao Instituto Penal Talavera Bruce; o julgamento do caso foi remarcado para o final de maio de 2026, enquanto Jairinho permanece preso em Bangu 8.

Monique Medeiros, ré pela morte de Henry Borel, ingressou com um pedido de esclarecimentos no STF para contestar a ordem de prisão restabelecida pelo ministro Gilmar Mendes. A defesa busca entender os fundamentos técnicos usados para reverter a liberdade provisória.

O recurso anexado é um Embargo de Declaração apresentado neste sábado. A peça visa esclarecer omissões, contradições, obscuridades ou erros materiais na decisão que restabeleceu a custódia, sem, porém, indicar a reforma do mérito.

A defesa sustenta que a soltura anterior, concedida em 23 de março de 2026, foi baseada no excesso de prazo injustificado para o julgamento. O debate ganhou força após o adiamento do Tribunal do Júri no Rio de Janeiro.

Contexto do procedimento

Gilmar Mendes acolheu reclamação constitucional movida por Leniel Borel, pai da vítima e assistente de acusação. O ministro considerou o adiamento uma manobra da defesa do corréu e ressaltou que o prazo deve observar razoabilidade e a complexidade do caso.

Mendes ainda alegou que a liberdade de Monique frustrou a eficácia de decisões anteriores da Corte que indicavam a prisão como imprescindível para a ordem pública. A decisão resultou na nova custódia da ré.

Monique Medeiros se entregou voluntariamente na 34ª DP (Bangu) e foi encaminhada ao Instituto Penal Talavera Bruce. Enquanto o STF analisa o recurso, o TJRJ remarcou o início do julgamento para o final de maio de 2026.

O outro réu, Jairinho (Jairo Souza Santos Júnior), permanece preso preventivamente no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8). As informações são referentes ao andamento do caso envolvendo a morte de Henry Borel.

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