- Os deputados mais votados em São Paulo em dois mil e vinte e dois não vão disputar as eleições de dois mil e vinte e seis: Guilherme Boulos, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro ficarão de fora.
- Guilherme Boulos assumiu a Secretaria-Geral da Presidência em outubro de dois mil e vinte e cinco e não se descompatibilizou até a data limite de quatro de abril para concorrer em dois mil e vinte e seis.
- Carla Zambelli foi condenada por invasão ao CNJ e inserção de documentos falsos; fugiu para a Itália e está detida em Rebibbia, com possibilidade de extradição para cumprir pena no Brasil.
- Eduardo Bolsonaro morou nos Estados Unidos desde março de dois mil e vinte e cinco; o partido optou por deixá-lo escolher quem concorreria à Câmara Alta, enquanto ele enfrenta cassação de mandato, processo administrativo e ação penal no STF.
- A saída desses quatro nomes pode abrir espaço para renovação política em São Paulo, com especialistas apontando a possibilidade de novas figuras surgirem, embora a polarização entre grupos conservadores e progressistas possa continuar.
Guilherme Boulos, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro figuravam entre os deputados federais mais votados em São Paulo em 2022. Em 2026, os três não disputarão o pleito, abrindo espaço para renovação no estado.
Boulos, líder do PSOL, assumiu a Secretaria-Geral da Presidência em outubro de 2025. Não se descompatibilizou do cargo até o prazo de 4 de abril para disputar as eleições de 2026.
Zambelli, do PL, foi condenada por invasão ao CNJ e inserção de documentos falsos entre 2022 e 2023. Fugiu do Brasil após a sentença; hoje está detida em Roma, com possibilidade de extradição.
Eduardo Bolsonaro, também do PL, morava nos EUA desde março de 2025. O partido optou por ele não concorrer à Câmara, mantendo a possibilidade de disputa pela vaga no Senado, caso haja retorno ao Brasil.
O que muda em São Paulo?
Especialistas veem a saída dos três como oportunidade de renovação. Aponte-se que nomes menos conhecidos podem surgir para ocupar o espaço deixado.
Leonardo Paz Neves, cientista político, afirma que cada um foi potência eleitoral no passado, mas não disputará por motivos distintos, abrindo espaço para uma nova geração.
A perspectiva é de que a polarização permaneça, com disputas entre lados conservadores e progressistas, mesmo após a renovação. Votos tendem a migrar para novos nomes e agendas.
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