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Desastres naturais atingiram 94 eleições em 20 anos, aponta relatório

Desastres naturais impactam ao menos 94 eleições em 52 países entre 2006 e 2025, comprometendo campanhas, logística e votação

Um homem atravessa uma área alagada de bicicleta após uma forte tempestade que atrasou as eleições em 28 de novembro de 2011 em Kinshasa, República Democrática do Congo.
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  • Entre 2006 e 2025, pelo menos 94 eleições em 52 países foram afetadas por desastres naturais, segundo o relatório do Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral (Idea).
  • Terremotos, inundações, incêndios florestais e ondas de calor prejudicam campanhas e a logística de votação, atingindo milhões de eleitores.
  • No ciclo de 2024, foram impactadas ao menos 23 eleições, incluindo municipais, nacionais e supranacionais, em 18 países.
  • Entre os países com mais casos estão Áustria, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Canadá, República Tcheca, Islândia, Índia, Indonésia, Irã, Quênia, Maldivas, México, Moçambique, Nigéria, Romênia, Senegal, Tuvalu e Estados Unidos.
  • Especialistas sugerem que eleições sejam programadas para evitar riscos previsíveis, com cooperação entre órgãos eleitorais, meteorologia e agências de proteção e socorro em desastres.

Desastres naturais impactaram ao menos 94 eleições em 52 países entre 2006 e 2025, aponta um relatório do Instituto Internacional para Democracia e Assistência Eleitoral (Idea). Terremotos, inundações, incêndios florestais e ondas de calor afetam campanhas e votações, prejudicando logística e participação.

O estudo ressalta que eventos climáticos comprometem desde a programação de campanha até o funcionamento das urnas, atingindo milhões de eleitores. O documento afirma que a elevação da frequência e intensidade desses riscos eleva a necessidade de proteção do voto.

Durante o ciclo eleitoral de 2024, ao menos 23 eleições, incluindo primárias e votações nacionais e locais, foram afetadas em 18 países. Entre os países com maiores registros estão Áustria, Brasil, Canadá, Índia, México, Moçambique, Nigéria, Romênia e Estados Unidos.

Desafios e padrões observados

O relatório destaca que a gestão eleitoral precisa adaptar cronogramas para reduzir impactos de desastres de curta duração. A necessidade de planejamento de contingência aumenta conforme as mudanças climáticas avançam.

Crispidez logística também é crucial, pois desastres podem destruir locais de votação, escolas e centros de recenseamento. A observação é de especialistas que acompanham a relação entre clima e democracia, citando exemplos de crises eleitorais.

Exemplos citados pelo Idea incluem Moçambique em 2019, com o ciclone Idai destruindo locais de recenseamento, e o Haiti em 2020, após terremoto e furacão, que afetaram infraestrutura eleitoral e candidaturas.

Recomendações para mitigar impactos

O órgão recomenda cooperação entre autoridades eleitorais, meteorologia, órgãos de proteção ambiental e agências de ajuda humanitária. A parceria busca mapear riscos e planejar ações preventivas antes das eleições.

Treinamento de equipes, simulações de contingência e recursos logísticos alternativos aparecem como medidas-chave para manter a integridade do voto em situações extremas. A preparação é vista como elemento central da resiliência eleitoral.

Especialistas enfatizam que eleições devem, sempre que possível, ocorrer em períodos com menor probabilidade de desastres, levando em conta previsões climáticas e condições locais.

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