- Cinco coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal condenados pelos ataques de 8 de janeiro cumprem pena desde 11 de março na Papudinha e formaram um acordo de paz na cela.
- Eles dividem o mesmo espaço na prisão e, apesar de histórico de disputas, combinaram não apontar dedos uns aos outros.
- Ao longo do processo, as defesas chegaram a trocar acusações sobre responsáveis pela invasão e destruição das sedes dos Três Poderes.
- Os coronéis foram expulsos da PMDF na segunda-feira, 13 de semana passada, por determinação do Supremo Tribunal Federal.
- No batalhão, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está em prisão domiciliar em cômodo ao lado; outros presos na área incluem Anderson Torres, Silvinei Vasques e Alessandro Stefanutto.
Os cinco coronéis da Polícia Militar do Distrito Federal condenados pelo STF por omissão no 8 de janeiro de 2023 cumprem pena e passaram a dividir a cela na Papudinha, batalhão próximo ao Complexo Penitenciário da Papuda. A trégua nas rixas históricas entre eles se instaurou com o início do cumprimento da pena.
Condenados, eles ocupavam o posto mais alto da PM DF, com dois ex-comandantes-gerais entre os envolvidos. Dois estavam na fila de sucessão, e um já estava na reserva remunerada antes da prisão. O grupo já era conhecido por disputas estruturais dentro da corporação.
Os militares estão presos desde 11 de março e, segundo familiares e advogados, passaram a conversar para evitar apontar culpados entre si. A convivência forçada na mesma cela teria levado a um acordo de não atribuir responsabilidades individuais aos colegas.
Expulsão e contexto institucional
Na segunda-feira anterior, o STF determinou a expulsão dos coronéis da PM DF, formalizando a perda de cargo. O processo de afastamento ocorreu em meio à operativa prisão de figuras associadas ao governo federal, que também cumprem prisão ou regime domiciliar no mesmo batalhão.
Entre os demais encarcerados no local, o ex-presidente Jair Bolsonaro, hoje em prisão domiciliar, estava em cômodo próximo. Também estavam presos o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques e Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS. As informações foram confirmadas por fontes próximas ao caso.
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