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Ex-ministro da Justiça assume defesa de Paulo Henrique Costa no caso Master

Ex-ministro da Justiça assume defesa de Paulo Henrique Costa; delação premiada ainda não discutida; STF decide sobre a prisão do ex-presidente do BRB

Ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão assume defesa do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa - (crédito: Minervino Júnior/CB/D.A.Press)
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  • Eugênio Aragão assume a defesa de Paulo Henrique Costa, afastado da presidência do BRB por suspeitas envolvendo o Banco Master.
  • O advogado Kleber Lopes deixa o caso, com Aragão entrando na defesa por estratégia que também envolve Ibaneis Rocha, já que Costa pode citar o ex-governador em delação.
  • Costa pretende firmar acordo de delação premiada com a Polícia Federal; Ibaneis Rocha nega qualquer envolvimento em irregularidades.
  • O Supremo Tribunal Federal analisa, até sexta-feira (24/4), se mantém ou não a prisão de Costa, com voto de André Mendonça e Luiz Fux a favor da prisão até o momento.
  • Fontes da Polícia Federal afirmam que, no âmbito da corporação, não houve tratativas sobre delação com o ex-presidente do BRB; decisão do STF pode alterar o cenário.

O ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão anunciou ao Correio que assumirá a defesa de Paulo Henrique Costa, afastado da presidência do BRB devido a suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. O advogado Cléber Lopes deixa o caso.

A mudança ocorre como estratégia de defesa, já que Lopes também atua na defesa do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha. Costa pretende fechar um acordo de delação premiada com a Polícia Federal, citando Ibaneis entre os investigados. Ibaneis nega envolvimento.

Aragão disse que ainda não conversou com o cliente para tratar de eventual delação. O ex-ministro integrou o governo Dilma Rousseff e tem atuado em casos de alta complexidade jurídica.

Prisão de Costa e decisão do STF

O Supremo Tribunal Federal analisa, até 24 de abril, a continuidade ou não da prisão do ex-presidente do BRB. Na Segunda Turma, já votaram pela manutenção André Mendonça e Luiz Fux; faltam Gilmar Mendes e Kássio Nunes. Dias Toffoli está impedido.

Fontes da Polícia Federal disseram que não houve qualquer tratativa de delação premiada com Costa no âmbito da corporação. Os investigadores afirmaram que só haverá avaliação sobre o tema após a decisão do STF sobre a prisão.

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