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Juíza eleitoral nega pedido de Gleisi para excluir vídeo crítico de Dallagnol

Juíza do TRE-PR nega liminar de Gleisi para excluir vídeo crítico de Dallagnol, preservando espaço para debate político

Magistrada não viu propaganda eleitoral negativa ao Deltan sair em defesa de subprocurador da Lava Jato. (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados; Gil Ferreira/SRI-PR)
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  • A juíza Adriana de Lourdes Simette, do TRE-PR, negou a liminar de Gleisi Hoffmann para excluir vídeo de Deltan Dallagnol sobre Januário Paludo.
  • Gleisi alegou propaganda negativa e citou ser indiciada pela PF e ré na Lava Jato; a magistrada afirmou que não é obrigação de Dallagnol mencionar isso, cabendo à própria Gleisi esclarecer pelos seus canais.
  • A decisão também rejeitou censura prévia a novos conteúdos com alegações semelhantes, mantendo o debate democrático sob a intervenção mínima da Justiça Eleitoral.
  • O vídeo, que critica a promoção de Paludo e defende sua atuação no combate à corrupção, envolve ainda menções a Gleisi e à operação Lava Jato; o caso teve desdobramentos relacionados a Moro e a investigações arquivadas.
  • A Gazeta do Povo informou que o espaço segue aberto para manifestação das partes.

A juíza Adriana de Lourdes Simette, do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), negou a liminar solicitada por Gleisi Hoffmann para excluir um vídeo crítico a Deltan Dallagnol. O material aborda a promoção de Januário Paludo, alvo de investigação no âmbito da Lava Jato.

Gleisi Hoffmann pediu a remoção da postagem, citando menção a seu nome como indiciada pela PF e ré na Lava Jato, por suposta omissão de Dallagnol na absolvição. A decisão foi publicada nesta segunda-feira, 20.

A magistrada entendeu que não é obrigação do ex-procurador mencionar fatos desse tipo, cabendo à própria Gleisi esclarecer o tema por meio de seus canais. Também foi negada a censura prévia de novos conteúdos semelhantes.

No conteúdo em discussão, Dallagnol criticava Gleisi, chamando a promoção de Paludo de prêmio indevido e defendendo o subprocurador como figura de combate à corrupção. Paludo atuou na Lava Jato ao lado de Dallagnol e de Sergio Moro.

O material traz ainda menções a mensagens envolvendo o doleiro Dario Messer e sua namorada, que levantaram suspeitas de propina para proteção a investigações. O caso teve arquivamento e a defesa de Paludo foi citada.

Gleisi considerou a promoção pelo Ministério Público Federal um sinal negativo para a Justiça. Ela afirmou que Paludo integrou uma estrutura associada a decisões questionadas pela Suprema Corte, segundo sua avaliação.

A decisão da TRE-PR afirma que a Justiça Eleitoral atua com intervenção mínima no debate democrático. A magistrada sustenta que não há comprovação inequívoca de propaganda negativa vinculada a fato sabidamente inverídico.

A Gazeta do Povo informou ter procurado as partes, mantendo espaço para manifestações. A reportagem segue em desenvolvimento com possíveis novos desdobramentos no caso.

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