- Um dia após os eleitores aprovarem novos mapas congressionais na Virgínia para favorecer os Democratas, um tribunal estadual anulou o referendo.
- A proposta visava adiar o processo de redistritamento não partidário até 2030, conforme a votação de 21 de abril, que levou 51,5% a 48,5%.
- O juiz Jack Hurley Jr., da Vara do circuito do condado de Tazewell, bloqueou qualquer ação para implementar os distritos, após ação do Comitê Nacional Republicano.
- O procurador-geral da Virgínia, Jay Jones, afirmou que o estado irá recorrer da decisão.
- Reações: o comitê republicano descreveu a decisão como vitória; democratas críticas apontaram uso político do recurso, e esperam o veredito final da Suprema Corte da Virgínia.
Vários eleitores da Virgínia aprovaram, na véspera, novos mapas congressionais que visam facilitar a troca de quatro cadeiras republicanas por democratas no Congresso. A votação ocorreu para alterar a constituição estadual, suspendendo o processo de redistritamento não partidário até 2030, com apoio de 51,5% dos votos.
Entretanto, na manhã de quarta-feira, o juiz Jack Hurley Jr., da vara do circuito do condado de Tazewell, derrubou a implementação dos novos distritos. A liminar foi emitida após ação movida pela Republican National Committee, que alegou ilegalidade no tempo e na formulação da medida.
O procurador-geral da Virgínia, Jay Jones, já informou que a defesa deverá recorrer da decisão. Jones afirmou que a decisão tira poder do voto popular e que o estado irá defender o resultado do pleito judicialmente.
Reação e consequências
A RNC descreveu a decisão como vitória para o público da Virgínia, acusando os democratas de propaganda enganosa para aprovar a emenda. A legenda afirmou que houve tentativa de impor um esquema inconstitucional a favor de democratas.
Defensores democratas criticaram a ação jurídica, classificando-a como contestação sem objetivo claro. Um assessor de um representante democrata destacou que a Suprema Corte estadual terá a palavra final sobre o tema, enquanto o juiz de Tazewell seria apenas um passo processual.
Contexto da controvérsia
O debate sobre mapas segue o histórico de disputas nacionais envolvendo redistritamento no período entre eleições. Em anos anteriores, Estados comandados pelo partido opositor já mexeram nos distritos com motivações partidárias, gerando reações em várias frentes. A governadora democrata Abigail Spanberger apoiou a atualização dos mapas.
A defesa da decisão citou a importância de revisar mecanismos eleitorais para evitar mudanças rápidas e contextos de vantagem para um lado. O caso permanece em curso, com a Suprema Corte da Virgínia ainda para se posicionar sobre a validade da emenda.
The Associated Press e Reuters contribuíram à cobertura.
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