- Lula é a estrela de uma propaganda do PT que estreará na quinta-feira (23), associando a redução da escala 6 x 1 à defesa das mães trabalhadoras.
- A Câmara aprovou a admissibilidade da PEC que extingue a jornada de seis dias, e o texto seguirá para comissão especial, plenário e, depois, ao Senado.
- O vídeo mostra mães se despedindo dos filhos e destaca que o fim da escala não reduz o salário.
- O PT ajustou o discurso para esclarecer dúvidas sobre remuneração, buscando favorecer a aprovação da proposta com base em dados qualitativos.
- Pesquisas mostram movimento favorável à redução da jornada (Datafolha, março: 71% aprovam) e queda de apoio entre eleitorado feminino (Quaest, março: 51% desaprovam; 46% aprovam), além de resistência do setor produtivo.
Em uma tentativa de aliar duas pautas de popularidade, o PT lançou uma nova propaganda em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende o fim da escala 6 x 1 para trabalhadoras que vivem longe dos filhos. O anúncio terá 30 segundos de duração e vai ao ar a partir de quinta-feira (23) na programação de rádio e televisão.
A peça combina a pauta da redução da jornada com o foco no voto feminino, especialmente de mães que passam longas horas longe da família. Lula destaca que a proposta não implica corte salarial, buscando tranquilizar dúvidas comuns sobre o tema.
Contexto da proposta e andamento no Congresso
A propaganda surge em meio ao avanço da PEC que trata da extinção da jornada de seis dias, com folga semanal, aprovada pela CCJ da Câmara na quarta-feira (22). O texto segue para comissão especial, plenário e, posteriormente, Senado.
Desempenho de Lula em pesquisas
O PT aproveita o momento de queda de popularidade entre mulheres para reforçar o tema familiar. Pesquisas indicam maior apoio à redução da jornada: Datafolha mostrou 71% de aprovação em março, ante 64% em dezembro de 2024.
Perspectivas e resistência do setor produtivo
A ampla adesão popular contrasta com a resistência de alguns empresários, que argumentam que a redução pode impactar pequenas e médias empresas, responsáveis por grande parte do emprego formal. O tema permanece em discussão, com etapas ainda a cumprir no parlamento.
Entre na conversa da comunidade