- O ministro Gilmar Mendes afirmou que as críticas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao STF têm motivações eleitorais.
- Mendes disse que Zema busca se colocar como líder de oposição ao STF para fortalecer sua imagem perante o eleitorado.
- O ministro criticou a postura de questionar decisões do STF e pediu que o governador respeite a independência do tribunal.
- Zema tem criticado decisões do STF sobre questões ambientais e de segurança pública, chegando a dizer que o tribunal se excede.
- Mendes reforçou que o STF é essencial para a democracia e que mudanças à Constituição seriam o caminho para quem não gosta do tribunal, não o desrespeito às suas decisões.
O ministro Gilmar Mendes afirmou nesta sexta-feira que as críticas do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, ao Supremo Tribunal Federal (STF) têm motivações eleitorais. O posicionamento foi feito durante evento em Brasília, em 22 de abril de 2026, como forma de esclarecer a leitura sobre o tema.
Mendes afirmou que as declarações de Zema visam projetar o governador como opositor do STF, estratégia que, segundo o ministro, não traz benefício ao país. A acusação de motivações eleitorais foi destacada pelo magistrado como central na avaliação do episódio.
O ministro também criticou a postura de Zema de questionar decisões do STF e pediu respeito à independência da instituição. Segundo Mendes, o STF é a defesa da Constituição e precisa ser reconhecido como tal.
Contexto das críticas ao STF
Mendes lembrou que o STF tem papel fundamental para a democracia brasileira e que decisões precisam ser observadas por todos os poderes. A fala ocorreu no mesmo evento e reforçou a ideia de que mudanças à atuação do tribunal devem ocorrer por vias constitucionais.
Zema tem apontado possíveis exageros do STF em temas como meio ambiente e segurança pública, o que geraria tensão entre os poderes. O governador tem afirmado que o tribunal estaria extrapolando suas funções.
Relevância institucional
O magistrado ressaltou que críticas ao STF não podem justificar desrespeito às decisões tomadas pela corte. Ele destacou que o equilíbrio entre poderes é essencial para a estabilidade institucional do país.
Quem não concorda com o STF deve buscar alterações na Constituição, conforme Mendes, mas sem desrespeitar o tribunal. A fala reforça a visão de que o diálogo institucional é o caminho para eventuais mudanças.
Fonte: Jornal da Record, via YouTube.
Entre na conversa da comunidade