- O Papa Leo criticou o tratamento de prisioneiros em Guiné Equatorial, antes de visitar uma prisão em Bata conhecida pelas más condições.
- A missa em Mongomo, com cerca de cem mil participantes, contou com a presença do presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.
- A Amnistia Internacional afirmou que presos em Bata são brutalmente punidos e que alguns desaparecem, com familiares sem saber se estão vivos.
- O país, rico em petróleo e com grande desigualdade, é alvo de acusações de corrupção, e o Papa pediu que os recursos sejam usados para o bem de toda a população.
- Este é o último destino da viagem de quatro países pela África, após visitas a Argélia, Camarões e Angola; o Papa tem criticado tiranos e a exploração de recursos minerais.
Pope Leo encerra a viagem pela África criticando o tratamento de prisioneiros em Guiné Equatorial. O líder católico presidiu uma missa em Mongomo, com cerca de 100 mil fiéis. O encontro contou com Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, presidente do país, presente na celebração.
O pontífice pediu que os recursos do país sejam usados para beneficiar a população como um todo, em vez de favorecer apenas a elite. Durante a missa, ele enfatizou a necessidade de serviço ao bem comum e de proteção à dignidade humana.
Visita à prisão de Bata
Na noite de quarta-feira, no seu último dia de viagem, o Papa tinha agenda para visitar uma prisão em Bata, segundo relatos. A instituição é associada a condições precárias, segundo organizações de direitos humanos.
Amnesty International descreveu a penitenciária de Bata como local onde presos costumam sofrer castigos físicos e onde familiares relatam falta de comunicação sobre o paradeiro de alguns internos. A ONG também destacou a ausência de informações confiáveis sobre muitos detidos.
Contexto de direitos humanos e economia
Ao longo da visita, o Papa ressaltou que as riquezas naturais precisam beneficiar toda a população, não apenas uma parcela privilegiada. O país é alvo de críticas internacionais por violações de direitos humanos e por altos níveis de pobreza.
Historicamente, o governo de Obiang é associado a acusações de corrupção e ao uso de receitas do petróleo para a elite. O governo nega as acusações. Oito décadas no poder também são tema de monitoramento por organismos independentes.
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