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Petro encerra negociações de paz com dissidência das Farc na Colômbia

Petro encerra negociações com dissidência das Farc após alegações de violação de acordos, representando novo revés à política de paz total

Rompimento ocorre após acusações de violação de acordos por dissidência das Farc e impõe novo revés à política de “paz total” do governo colombiano
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  • O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, encerrou nesta terça-feira, 21, as negociações de paz com o Estado-M Mayor dos Blocos dissidentes das Farc, liderado por Calarcá.
  • O rompimento ocorre após acusações de violação de acordos por parte do grupo dissidente e representa um revés à política de “paz total” do governo.
  • As conversas, iniciadas em 2023, envolviam um dos maiores agrupamentos dissidentes das Farc, atuante na fronteira com a Venezuela.
  • Petro afirmou ter determinado a interrupção imediata dos diálogos ao conselheiro presidencial para a paz, Otty Patiño, alegando descumprimento de compromissos.
  • Em publicação, o presidente citou que, se Calarcá quebrou acordos de não queimar a selva e passou a matar soldados, não há paz.

Gustavo Petro encerrou nesta terça-feira as negociações de paz com uma das principais dissidências das Farc, liderada por Calarcá, na Colômbia. O afastamento ocorreu após acusações de violação de acordos por parte do grupo, segundo o próprio presidente. O anúncio corta o que já era uma etapa importante da política de pacificação do governo.

As conversas, iniciadas em 2023, envolveram o chamado Estado-Maior dos Blocos, facção dissidente que não aderiu ao acordo de 2016. O grupo atua principalmente em regiões da fronteira com a Venezuela, mantendo atuação armada e divergências com o governo.

O presidente comunicou a decisão ao conselheiro presidencial para a paz, Otty Patiño, via redes sociais. De acordo com Petro, o grupo teria descumprido compromissos assumidos durante o processo e violado acordos que previam condutas como não queimar a selva.

Contexto

Petro afirmou que, se Calarcá continuasse a violar os termos, não haveria continuidade de qualquer espaço de negociação. A decisão representa mais um revés à política de “paz total”, anunciada pelo governo para avançar com acordos com diversos grupos armados.

A interrupção, segundo analistas ouvidos pela imprensa, pode afetar o calendário de pacificação e as relações com facções armadas ativas na região amazônica e na fronteira com a Venezuela. Em resposta, o governo mantém o foco em pressionar pela conformidade com acordos firmados.

A discussão pública após o rompimento envolve avaliações sobre segurança regional, consequências para militares e civis nas áreas impactadas e o futuro das estratégias de desarmamento na Colômbia. As informações foram obtidas via fontes oficiais e agências internacionais.

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