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PF tira credencial de agente dos EUA após saída de delegado brasileiro de Miami

PF suspende credenciais de agente dos EUA após saída de delegado brasileiro em Miami, sob o princípio da reciprocidade, ampliando a tensão entre os dois países

O diretor-geral da PF negou que Carvalho tenha sido "expulso", afirmando que o delegado retornou ao Brasil por sua determinação para esclarecer o episódio - (crédito: José Cruz / Agência Brasil)
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  • A Polícia Federal retirou as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da PF em Brasília, e justificou a medida pelo princípio da reciprocidade.
  • A suspensão retira do servidor americano o acesso a prédios e bases de dados da PF no Brasil.
  • A decisão aconteceu após o governo dos EUA ordenar que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho deixasse o território norte‑americano.
  • O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que a medida foi tomada com pesar, não para expulsar, e que Carvalho não foi expulso, voltando ao Brasil para esclarecer o episódio.
  • O envolvimento ocorre em meio a tensão diplomática ligada à prisão do ex‑deputado Alexandre Ramagem nos Estados Unidos, que foi detido em Orlando no dia 13 de abril e liberado dois dias depois para aguardar processo de asilo.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou a retirada das credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da PF, em Brasília. A informação foi dada à GloboNews nesta quarta (22/4).

A medida usa o princípio da reciprocidade após o governo americano ordenar, no dia 20/4, que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho deixasse os EUA. Com a suspensão, o servidor americano perde acesso a prédios e bases de dados da PF no Brasil.

Andrei afirmou, com pesar, que a decisão não visa expulsar o agente norte-americano, e sim replicar a medida tomada contra Carvalho em Miami. O delegado brasileiro retornou ao Brasil para esclarecer o episódio, segundo a PF.

O governo dos EUA, por meio do Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, alegou que uma autoridade brasileira tentou contornar pedidos formais de extradição para promover perseguições políticas. Rodrigues disse que Carvalho atuou com base em acordos de cooperação que permitem agentes brasileiros operarem no exterior.

A tensão diplomática tem relação com a prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem nos EUA. Condenado pelo STF a 16 anos e um mês e 15 dias em regime fechado por tentativa de golpe, Ramagem deixou o Brasil pela fronteira com a Guiana em setembro de 2025. O mandato foi cassado pela Câmara em dezembro daquele ano.

Ramagem foi preso em Orlando, Flórida, no dia 13 de abril, por questões migratórias, e levado ao centro de detenção do Condado de Orange. Em 15 de abril, ele foi liberado para aguardar processo de asilo em liberdade, decisão comunicada pelo ICE à PF.

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