- Lula defende a mudança na escala 6×1, enviando ao Congresso um projeto de lei em regime de urgência para adotar o regime 5×2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso) e reduzir a jornada de 44 para 40 horas.
- Romeu Zema e Ronaldo Caiado são contrários aos termos atuais da proposta e defendem mais debate, ouvindo todos os setores; veem a mudança como acordo entre empregador e empregado, não imposição.
- Flávio Bolsonaro atua com cautela e ainda não se posicionou publicamente; afirma que só decidirá no Senado, após estudar o texto.
- O tema ganhou tração no Congresso e entre pré-candidatos, impulsionado por apoio popular crescente em ano eleitoral.
- A discussão é considerada sensível politicamente, o que dificulta posicionamentos de parlamentares que precisam equilibrar interesses políticos e apoio público.
Desde o início de 2025, o tema da escala de trabalho 6×1 ganhou espaço no debate público e no Congresso, com divergências entre o governo e pré-candidatos à Presidência. Lula defendeu a mudança para 5×2 e encaminhou projeto em regime de urgência, com redução de jornada para 40 horas semanais. A leitura dos textos, porém, traz nuances.
Segundo apuração da apresentadora Débora Bergamasco, no CNN 360°, a posição oficial do governo nem sempre foi uniforme desde o início do debate. No começo, a articulação não pretendia se envolver diretamente, considerando a discussão como tema do Legislativo. A etapa atual envolve pressão popular e eleitoral.
Posições dos pré-candidatos
O ex-governador de Minas, Romeu Zema, e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, são contrários à proposta nos moldes de hoje. Eles defendem diálogo ampliado e a comunicação com todos os setores, tratando a mudança como acordo entre empregador e empregado, não imposição única.
O senador Flávio Bolsonaro mantém cautela e evita intervenção pública neste momento. A prioridade dele é acompanhar os textos que chegam ao Senado, estudar a matéria e, então, formar posição. A avaliação ocorre em meio à pré-campanha e às forças políticas em jogo.
Para Caiado, a dificuldade de soar contra a ampliação do descanso é grande, o que torna o debate especialmente complexo em ano eleitoral. Em entrevista à CNN, o parlamentar destacou o desafio de equilibrar ganhos para trabalhadores com impactos sobre empregadores.
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