- Senado negou o acesso a documentos sigilosos da CPI do Crime Organizado envolvendo o Banco Master ao grupo de trabalho da CAE.
- A senadora Damares Alves afirmou que levará o requerimento ao plenário.
- A Mesa Diretora informou que o GT da CAE não tem as mesmas atribuições de uma comissão de inquérito, e o documento será formalizado por ofício.
- Damares defendeu o papel do GT e disse que comissões podem pedir quebras de sigilo se aprovadas pelo plenário, citando o BRB.
- Na última semana, a PF prendeu o ex-presidente do banco distrital, Paulo Henrique Costa, sob suspeita de propina na compra do Master em 2025, com indícios de recebimento de imóveis no valor de R$ 146 milhões para favorecer a operação.
O Senado Federal negou ao grupo de trabalho da CAE o acesso a documentos sigilosos obtidos pela CPI do Crime Organizado envolvendo o Banco Master. A decisão foi comunicada após a Mesa Diretora entender que o GT não tem as mesmas atribuições de uma comissão de inquérito.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) informou que levará o requerimento ao plenário. O colegiado, presidido por Renan Calheiros (MDB-AL), havia aprovado o compartilhamento de materiais pouco antes da conclusão dos trabalhos da CPI.
A negativa ocorre em um contexto de disputa sobre que dados podem ser disponibilizados ao Legislativo. Comissões podem solicitar quebras de sigilo, desde que aprovadas pelo plenário, segundo a própria Mesa.
Ao longo da última semana, a Polícia Federal prendeu o ex-presidente do banco distrital, Paulo Henrique Costa, suspeito de corrupção na aquisição da carteira de créditos do Banco Master, em 2025. A PF aponta pagamentos de propina no esquema.
Próximos passos
Damares pretende levar o caso ao plenário para discutir o acesso aos documentos. O debate envolve oBRB, nomes do mercado financeiro e registros de operações envolvendo o Master e cartas de crédito fraudulentas.
Entre na conversa da comunidade