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STF tem dois votos para manter ex-presidente do BRB e advogado preso

STF analisa manutenção das prisões do ex-presidente do BRB e do advogado ligados a propina e lavagem de dinheiro; Toffoli se declarou impedido

STF tem 2 votos para manter ex-presidente do BRB e advogado na prisão; Toffoli se declara impedido
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  • STF iniciou julgamento virtual para decidir a manutenção das prisões preventivas de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, e do advogado Daniel Monteiro, presos na Operação Compliance Zero.
  • O ministro relator André Mendonça, acompanhado de Luiz Fux, votou pela continuidade das custódias; Dias Toffoli se declarou impedido.
  • Ainda precisam votar Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques para concluir o julgamento na Segunda Turma.
  • Costa é investigado por suposto recebimento de propina de R$ 146 milhões para favorecer o Banco Master durante a gestão no BRB; Monteiro é apontado como peça-chave em um esquema de lavagem envolvendo Daniel Vorcaro.
  • Auditoria externa contratada pelo BRB aponta mensagens que, segundo a apuração, teriam intercedido a favor de Vorcaro; defesas negam ilícitos e afirmam atuação técnica (Costa) e estritamente profissional (Monteiro).

O STF iniciou nesta quarta-feira, 22, o julgamento da manutenção das prisões preventivas do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e do advogado do Banco Master, Daniel Monteiro. A sessão ocorre na Segunda Turma, em análise de decretos de custódia. Toffoli se declarou impedido.

O relator André Mendonça, com aceno do ministro Luiz Fux, votou pela continuidade das prisões. Costa é investigado por suposta propina de 146 milhões de reais em imóveis de luxo para favorecer o Banco Master na gestão do BRB. Monteiro é apontado como operador do esquema de lavagem de dinheiro.

Costa foi preso no dia 16, por ordem de Mendonça. A denúncia envolve favorecer o Master para manter a liquidez do banco estatal. O advogado Daniel Monteiro é ligado ao esquema, segundo a PF, com ligação a Daniel Vorcaro. As defesas negam ilícitos.

No voto de Mendonça, acompanhado por Fux, Costa teria atuado para colocar a presidência do BRB a serviço do Master. Também foi apontado que ele seria beneficiário direto de vantagens indevidas obtidas em função do cargo. A avaliação final depende dos votos de Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques.

Segundo apuração, mensagens de WhatsApp de Costa indicam intermediação junto a subordinados para favorecer Vorcaro no BRB. O material consta de auditoria externa contratada pelo banco e encaminhada à Polícia Federal, fortalecendo a linha de defesa da acusação.

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