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Um quarto dos estados e capitais têm nota zero em transparência salarial

Vinte e seis por cento dos estados e do Distrito Federal e vinte e sete por cento das capitais zeraram no Índice de Transparência de Remunerações, evidenciando dificuldade de acesso a contracheques

Entre os estados, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe, Tocantins e Mato Grosso receberam pontuação zero; imagem gerada por IA
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  • 26% dos estados e 27% das capitais tiraram nota zero no Índice de Transparência de Remunerações, segundo estudo divulgado em 22 de abril de 2026.
  • A avaliação considerou facilidade de acesso e completude das informações sobre salários de servidores, com cobrança de dados de 2024 e coleta realizada entre agosto e outubro de 2025.
  • Entre os estados, sete tiveram nota zero: Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe, Tocantins e Mato Grosso; entre as capitais com zero, estão Aracaju, Belém, Campo Grande, Florianópolis, João Pessoa, Macapá e Natal.
  • O Distrito Federal e Pernambuco aparecem entre os melhores desempenhos, com o Distrito Federal ocupando a primeira posição (0,892) e Pernambuco (0,840) em segundo.
  • Em 74% dos casos em que houve problema, não foi possível obter contracheques em nenhum portal; governos com melhor desempenho publicam dados abertos, com detalhamento por rubrica.

A Transparência Brasil e a Republica.org divulgaram, nesta quarta-feira (22/04/2026), um estudo que aponta que 26% dos estados e o Distrito Federal zeraram no Índice de Transparência de Remunerações. Além disso, 27% das capitais também receberam nota zero. O levantamento analisou dados de salários de servidores do Poder Executivo em 2024, coletados entre agosto e outubro de 2025, por meio de portais de transparência, dados abertos e APIs.

O estudo avaliou dois componentes: facilidade de acesso aos dados e completude das informações. Cada ente recebeu nota entre 0 e 1, calculada pela média dessas dimensões. Caso houvesse zero em qualquer dimensão, o índice geral também zerava. Entre os estados, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe, Tocantins e Mato Grosso ficaram zerados. No topo ficaram Distrito Federal e Pernambuco.

Desempenho por estados

O Distrito Federal ficou em primeiro lugar com 0,892, seguido por Pernambuco (0,840) e Espírito Santo (0,831). Minas Gerais, Goiás, Piauí, Rio Grande do Sul, Maranhão, Ceará e Paraná também aparecem entre os melhores. Em contrapartida, Mato Grosso, Bahia, Roraima, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins zeraram.

Entre as capitais, o levantamento apontou que Aracaju, Belém, Campo Grande, Florianópolis, João Pessoa, Macapá e Natal tiveram nota zero. Vitória lidera o ranking entre as cidades, com 0,920, e Curitiba aparece em segundo lugar (0,787). Em seguida vêm São Paulo (0,712) e Salvador (0,696).

O estudo aponta que os entraves ao acesso às informações salariais variaram entre as unidades federativas. Em 74% dos casos, não foi possível obter contracheques em nenhum portal disponível. Por outro lado, governos com melhor desempenho costumam publicar contracheques abertos e estruturados, com detalhamento por rubrica.

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