- Romeu Zema, pré-candidato do Novo, disse que o STF é o “pior Supremo da história” e chamou o tribunal de incendiário.
- Propõe mudanças no processo de indicação de ministros, com participação do STJ, da Procuradoria-Geral da República e da OAB, e não apenas do presidente da República.
- Defende que o indicado ao STF tenha mais de sessenta anos, elimine decisões monocráticas e dependa de maioria do Senado para abrir impeachment.
- Critica o atual sistema e cita irregularidades ligadas a Toffoli e Moraes, além de mencionar o caso do suposto envolvimento com o dono do Master.
- O comentário de Zema ocorreu após vídeo que simula Gilmar Mendes, gerando desdobramentos com pedidos de impeachment contra ministros e ações junto à PGR.
Romeu Zema, pré-candidato do Novo e ex-governador de Minas, criticou o STF nesta quarta-feira, 22. Ele chamou o tribunal de pior da história, dizendo que antes era o bombeiro do Brasil e hoje seria o incendiário que agrava crises. A declaração foi feita em Brasília, durante entrevista com deputados de oposição.
Zema rejeita o atual papel do presidente da República na indicação de ministros e defende mudanças para ampliar a participação de outras instituições. Entre as propostas, ele sugere que o STJ, a PGR e a OAB também tenham voz no processo de escolha de ministros do STF.
O ex-governador listou medidas para “estancar a podridão” apontando suspeitas de ligações entre ministros e o dono de um site de notícias, alvo de controvérsia recente. Ele afirmou que ministros seriam substituídos por brasileiros de bem e que as decisões monocráticas seriam eliminadas.
Entre as mudanças, Zema defende que a indicação não fique apenas a cargo do presidente. A ideia é incluir o STF, a PGR e a OAB no processo. O objetivo é evitar que uma única decisão recaia sobre o mandatário, segundo ele.
A crítica ao STF surgiu após um vídeo com um boneco que imita Gilmar Mendes, utilizado por Zema em divulgação do conteúdo do seu programa. A peça foi republicada após a coluna de Mônica Bergamo publicar notícia sobre o pedido de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes.
O político também mencionou que, caso siga na disputa, pretende manter a candidatura até o fim. Em conversas com aliados, ele sinalizou que a coligação com outros nomes da oposição, incluindo a direita, pode ocorrer e fortalecer o caminho ao segundo turno.
A oposição já avalia apresentar novo pedido de impeachment de Gilmar Mendes em resposta às críticas de Zema. Deputados planejam ainda entregar uma notícia-crime à PGR e levar o tema ao ministro Edson Fachin, presidente do STF, conforme o Painel.
Líder da oposição na Câmara reconheceu a dificuldade de obter apoio no Senado para instaurar processo. Mesmo assim, afirmou que a cobrança contra a Suprema Corte deve continuar, com o objetivo de esclarecer denúncias graves envolvendo ministros.
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