- A Alerj pediu ao STF que o novo presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), assuma o governo do estado interinamente.
- A medida sustenta que, com Ruas eleito, a linha de sucessão volta à normalidade, encerrando a razão de o presidente do TJ, Ricardo Couto de Castro, permanecer no executivo.
- Douglas Ruas foi eleito presidente da Alerj com 44 votos a favor, em sessão com 45 presentes e 25 ausentes; são necessários 36 votos para a eleição.
- O ex-governador Cláudio Castro renunciou em 23 de março, um dia antes de ser condenado pelo TSE por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022; ele está inelegível por oito anos.
- O PDT questionou o formato da eleição da Mesa Diretora, pediu liminar para anular o pleito e defender voto secreto; houve boicote da oposição.
A Procuradoria-Geral da Alerj enviou ao STF um pedido para que o novo presidente da Assembleia, Douglas Ruas (PL), assuma o governo do Rio de forma interina. A medida visa manter a continuidade administrativa diante da vacância causada pela renúncia do ex-governador Cláudio Castro.
A Alerj sustenta que a permanência do atual presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto de Castro, só era justificável pela ausência de um presidente na Casa. Com a eleição de Ruas, a linha sucessória volta a funcionar conforme a Constituição estadual.
Ruas foi eleito pela primeira vez como deputado estadual com quase 18 mil votos. A votação da direção da Alerj ocorreu no dia 17, com 44 votos a favor, 25 ausentes, sob boicote da oposição.
Contexto e desdobramentos
O PDT questiona o formato da eleição da Mesa Diretora da Alerj e pediu no STF que o pleito seja realizado por voto secreto. A legenda também pede a declaração de inconstitucionalidade definitiva do voto nominal aberto.
Na linha sucessória, após Renúncia de Castro, o ex-vice-governador Thiago Pampolha (MDB) está como conselheiro do TCE-RJ desde 2025. Castro renunciou em 23 de março, antes de ser julgado pelo TSE por abuso de poder nas eleições de 2022.
O ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi afastado por suspeitas ligadas a vazamento de inquéritos sigilosos e relações com facções criminosas, estando inelegível. A disputa atual envolve a definição de quem assume temporariamente o governo.
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