- Curitiba criou a Patrulha da Vida e da Saúde, por meio de decreto assinado pelo prefeito Eduardo Pimentel, para atuar na guarda de UBSs, UPAs e no Hospital do Idoso, combatendo clínicas clandestinas de aborto e protegendo profissionais de saúde.
- A iniciativa reúne a Guarda Municipal e a Secretaria Municipal de Saúde, com quatro agentes da GM deslocados para atuar dentro da SMS, em atuação similar à Patrulha Maria da Penha.
- O objetivo é reagir a denúncias da população e à fiscalização da Vigilância Sanitária para interromper abortos clandestinos e melhorar a segurança dos profissionais de saúde.
- Além de combater abusos contra trabalhadores da saúde, a patrulha vai identificar vulnerabilidades nas unidades e oferecer treinamentos para os agentes e equipes de saúde.
- Dados apresentados mostram que, de 2025 até a primeira quinzena de abril de 2026, ocorreram 42 denúncias de violência contra profissionais da SMS e da Feas; não houve registro de clínicas clandestinas em 2025 e 2026 segundo a Vigilância Sanitária.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, do PSD, assinou nesta quarta-feira, 22, o decreto que cria a Patrulha da Vida e da Saúde. A iniciativa reúne a Guarda Municipal e a Secretaria Municipal de Saúde para atuar em duas frentes: combater clínicas clandestinas de aborto e proteger profissionais de saúde contra agressões.
O anúncio ocorreu no Palácio 29 de Março, com a exibição de um vídeo institucional sobre os objetivos da patrulha. O prefeito ressaltou que o foco é salvar vidas, proteger a mãe e a criança, e se mostrou confiante ao declarar a cidade como pró-vida. Participaram secretários, uma vereadora, dois padres e um bispo.
Apesar da priorização ao combate às clínicas clandestinas, Curitiba não registrou denúncias ou ocorrências desse tipo em 2025 ou 2026, segundo dados da Vigilância Sanitária. A patrulha atuará também na proteção de profissionais de saúde em unidades da rede municipal.
Objetivos e funcionamento
A patrulha terá quatro agentes da GM destinados a atuar dentro da Secretaria de Saúde. A meta é agilizar atendimentos a ocorrências em UBSs, UPAs e no Hospital do Idoso, com atuação semelhante à Patrulha Maria da Penha, segundo o prefeito.
O trabalho de combate ao aborto clandestino ocorrerá por meio de denúncias da população e pela fiscalização conjunta entre a Vigilância Sanitária e a GM. Já a proteção aos profissionais de saúde envolverá acompanhamento de situações de ameaça ou violência.
Organização e proteção aos trabalhadores
O secretário de Defesa Social, Rafael Vianna, explicou que não houve criação de novas atribuições, mas uma reorganização para maior eficiência. Guardas com afinidade à área da saúde receberão treinamento especializado e atuarão na centralização de informações ligadas ao tema.
Vianna ressaltou que a estratégia envolve análise de vulnerabilidades no atendimento nas unidades de saúde e melhoria da cooperação com a Vigilância Sanitária. A ideia é ampliar a integração entre as pastas e obter resultados mais efetivos.
A secretária de Saúde, Tatiane Filipak, destacou que a Vigilância Sanitária e a GM já atuam juntos em outras frentes, como a Operação Checkout no Centro de Curitiba. Segundo ela, a nova patrulha foca em quem cuida, fortalecendo a segurança do ambiente de assistência.
A Patrulha da Vida e da Saúde também incentiva a população a denunciar clínicas clandestinas e violência contra profissionais pelo canal 156 da prefeitura, ampliando canais de comunicação com a gestão municipal.
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