- Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, preso no Complexo da Papuda, trocou de defesa por Eugênio Aragão e Davi Tangerino, sinalizando possível delação premiada.
- A investigação envolve o esquema BRB-Master; Costa é apontado como peça-chave para esclarecer o funcionamento da organização criminosa e pode apontar autoridades acima dele, incluindo o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha.
- Ibaneis Rocha negou ter participado de reunião ou discutido a compra do Master; Michel Temer confirmou participação em reunião anterior como advogado contratado para mediação e disse ter recebido honorários do Grupo Master.
- Os próximos passos de Costa incluem reunir documentos e provas para tentar fechar acordo de delação; STF ainda analisa a prisão para definir tratamento do caso.
- Costa foi preso em 16 de outubro na Operação Compliance Zero; a PF o acusa de crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com propina de cerca de R$ 146 milhões ligada a imóveis de alto valor, como um apartamento no Residencial Ennius Muniz, no Noroeste.
O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, trocou a defesa e escolheu o advogado Eugênio Aragão, ex-ministro da Justiça, para a fase atual da investigação sobre o suposto esquema envolvendo o Banco Master e o BRB. A troca pode indicar intenção de delação premiada.
Costa está preso no Complexo da Papuda desde 16 de agosto, sob a operação Compliance Zero. A PF o acusa de crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O novo núcleo da defesa também inclui o jurista Davi Tangerino.
Segundo a apuração, o objetivo de Costa seria fornecer provas para responsabilizar gestores e autoridades acima dele. Há expectativa de apontar, entre possíveis envolvidos, o ex-governador do DF Ibaneis Rocha, ligado à influência sobre o BRB.
Avanços e declarações
Relatórios indicam que o ex-presidente Michel Temer participou de uma reunião em Brasília com Ibaneis, Costa e Vorcaro, para tratar do Master. Temer afirma ter atuado como consultor e mediador, recebendo honorários pelo Grupo Master, sem detalhar datas.
A PF aponta que avanços dependem de documentos, mensagens e provas que possam embasar um acordo de delação. Até o momento, não houve comunicação formal de Costa para iniciar tratativas de delação, segundo fontes da corporação.
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