- Flávio Bolsonaro afirmou, em Sinop (Mato Grosso), que se for eleito não haverá demarcação de terras indígenas no estado.
- A declaração segue discurso parecido com o do pai, Jair Bolsonaro, durante a gestão anterior, marcado pela oposição às demarcações e ao marco temporal.
- O senador afirmou que há pedidos da Funai para demarcações que podem totalizar 2,2 milhões de hectares, abrangendo 22 municípios do Mato Grosso.
- Ele disse que é preciso respeitar a autonomia dos povos indígenas para definirem como explorar suas terras já demarcadas.
- Flávio também se posicionou a favor do marco temporal para futuras demarcações, defendendo que comunidades tradicionais possam explorar gado e minérios em seus territórios.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, se eleito, não haverá demarcação de terras indígenas no Mato Grosso. A declaração ocorreu nesta quarta-feira, durante a abertura da feira agropecuária Norte Show, em Sinop.
Ele classificou como inadequada a atuação do governo atual, que, segundo ele, tenta impedir o agronegócio. Flávio Bolsonaro reiterou que a vocação do Mato Grosso é a produção e que as demarcações podem afetar a atividade econômica no estado.
O senador citou pedidos da Funai para demarcações que poderiam alcançar 2,2 milhões de hectares, afetando 22 municípios do estado. Ele defendeu respeitar a autonomia dos povos indígenas para decidir como explorar terras já demarcadas.
Flávio Bolsonaro também indicou apoio ao marco temporal para demarcação de futuras terras indígenas. Em Campo Grande (MS), ele defendeu que comunidades tradicionais possam criar gado e explorar minérios em seus territórios, sob uma base jurídica estável.
Contexto e posição sobre demarcação
Segundo o senador, a insegurança jurídica deve terminar na esfera constitucional e legal, enfatizando mudanças após 1993. A postura aparece como alinhamento com o legado do pai, que foi crítico de demarcações amplas durante o governo anterior.
Desdobramentos políticos
A aposta de Flávio Bolsonaro no tema visa consolidar apoio do agronegócio, grupo estratégico em estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. A posição contrasta com posicionamentos de grupos indígenas e de setores da sociedade que defendem maior proteção a territórios demarcados.
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