- Zema tem sido o presidenciável mais ativo contra o STF, com 59 tuítes em uma semana e 50 nos últimos três dias, na maioria criticando a Corte.
- Flávio Bolsonaro publicou 36 tuítes na semana, 13,8% deles mencionando o STF, enquanto Ronaldo Caiado se manteve sem citar ministros.
- Zema usa sátiras e a série animada “Os intocáveis” para ridicularizar ministros e reforçar a crítica ao STF.
- Gilmar Mendes pediu a inclusão de Zema no inquérito das fake news; oposição na Câmara anunciou pedido de impeachment contra o ministro.
- Flávio Bolsonaro, embora não tenha feito publicações sobre o caso, demonstrou apoio a Zema em evento agrícola e comentou sobre o inquérito aberto por Alexandre de Moraes envolvendo Lula.
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD) reduziram o tom contra o STF, enquanto Romeu Zema (Novo) intensifica críticas aos ministros. A ofensiva de Zema avança com vídeos e sátiras, consolidando sua candidatura anti-sistema.
De acordo com levantamento do Estadão, Zema respondeu aos chamados de “intocáveis de Brasília” com 81,3% de menções ao STF em suas publicações recentes. Flávio teve 13,8% de menções sobre o tema; Caiado não abordou o STF em suas redes.
Na mesma semana, Gilmar Mendes pediu a inclusão de Zema no inquérito das Fake News, que investiga ataques à democracia e a membros da Corte. A oposição na Câmara chegou a anunciar um pedido de impeachment do ministro.
O movimento de Gilmar Mendes provocou solidariedade a Zema, mas não houve repercussão equivalente para Flávio e Caiado. Flávio participou de uma entrevista coletiva na feira Norte Show, em Sinop, para apoiar o aliado mineiro.
Zema lançou a série animada Os intocáveis para satirizar ministros e manteve uma forte presença nas redes, com 59 tuítes em uma semana. Entre os posts, a maior parte critica PT e governo Lula.
Nos últimos dias, Zema tem reagido ao ataque de Gilmar Mendes, que afirmou que o ex-governador fala um dialeto difícil de entender. A dupla Gilmar Mendes e Zema tem adotado confrontos públicos por meio de redes e veículos de comunicação.
Zema afirmou ao Estadão que outros pré-candidatos evitam o tema STF por motivos que vão além de políticas, citando possíveis impactos pessoais e institucionais. O ex-governador também criticou quem, segundo ele, teme confrontar o Judiciário.
Flávio, por sua vez, tem diversificado a comunicação: segurança pública, agronegócio, apoio ao governo Bolsonaro e defesa de aliados. Ele não comentou diretamente o caso de Zema, mantendo o tom de oposição ao STF em outros contextos.
A reportagem aponta que Caiado manteve tom mais contido: não houve menções ao STF em sua conta no X. A diferença de intensidade entre os três presidenciáveis é marcada, com Zema mais ativo em críticas ao Judiciário nos últimos dias.
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