- O ministro Gilmar Mendes afirmou que Romeu Zema “tenta sapatear aproveitando o momento eleitoral” ao divulgar fantoches em vídeos, em referência a Zema quando era governador de Minas Gerais.
- Mendes enviou uma notícia-crime a Alexandre de Moraes para que Zema seja investigado no inquérito das fake news, relacionado ao 2º episódio da série “Os Intocáveis”; o caso já foi encaminhado à Procuradoria Geral da República e segue em sigilo.
- O ministro disse estar “chocado” com o parecer na CPI do Crime Organizado que chegou a pedir indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República, texto que foi derrubado.
- Mendes acionou a PGR contra o senador Alessandro Vieira, cobrando investigação por suposto abuso de autoridade, após ele ter apresentado relatório considerado prejudicial ao STF na CPI.
- Sobre o Banco Master, Mendes afirmou que o caso envolve regulação e participação do sistema financeiro, destacando que a imprensa teria promovido a pauta até a Praça dos Três Poderes; ressaltou a necessidade de “adultos na sala” e autocrítica da imprensa.
Gilmar Mendes, ministro do STF, afirmou que Romeu Zema tenta se aproveitar do momento eleitoral com vídeos em que usa fantoches para representar magistrados. A declaração ocorreu durante entrevista ao Jornal da Globo, na quarta-feira (22 abr 2026).
A crítica acontece no contexto de desdobramentos da operação de combate às fake news. Mendes informou ter enviado notícia-crime ao ministro Alexandre de Moraes para apurar possível infração envolvendo Zema, encaminhando o caso à Procuradoria-Geral da República e mantendo o sigilo.
O episódio dos fantoches remonta ao segundo capítulo da sérieOs Intocáveis, lançado durante o governo de Zema, ainda sob análise de autoridades. Mendes avaliou a conduta de usar linguagem ofensiva como inadequada para quem atua na vida pública, ressaltando a necessidade de responsabilidade.
Mendes reiterou que o inquérito das fake news deve permanecer aberto até as eleições de outubro. Ele também comentou o relatório da CPI do Crime Organizado, que originalmente propunha indiciamentos de ministros do STF e do PGR, mas teve o conteúdo derrubado.
O ministro citou ainda o caso relacionado ao Banco Master, fundado por Daniel Vorcaro, afirmando que não se trata de um escândalo do STF, mas de questões de regulação e participação do sistema financeiro. Segundo ele, a imprensa também precisa de autocrítica em coberturas relacionadas a assuntos judiciários.
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