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Startup diz ter cultivado espermatozoides humanos e gerado embriões

Paterna afirma ter produzido espermatozoides maduros in vitro a partir de células-tronco testiculares e gerado embriões, avanço ainda sem publicação revisada por pares

Photo Illustration of a petri dish with a sperm shall in the center
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  • A startup americana, Paterna Biosciences, afirma ter descoberto as instruções para transformar células-tronco produtoras de espermatozoides em espermatozoides maduros em laboratório, ainda não publicado em revista revisada.
  • O método envolve isolar células-tronco produtoras de espermatozoides a partir de tecido testicular e induzi-las a virar espermatozoides completos, em uma placa de petri.
  • A empresa planeja testar, em estudo maior, a geração de espermatozoides a partir de amostras de sêmen ou tecido testicular de homens com infertilidade e comparar a fertilização com espermatozoides gerados em laboratório.
  • Em testes iniciais, os espermatozoides produzidos em laboratório parecem idênticos aos naturalmente gerados, e a empresa já criou embriões para validar a viabilidade, though ainda não está pronta para iniciar gravidezes.
  • A tecnologia pode oferecer opções para homens com ausência total de espermatozoides, com custo estimado entre cinco mil e doze mil dólares pelo procedimento, conforme comentado por especialistas externos.

Paterna Biosciences afirma ter identificado o conjunto de instruções para transformar células-tronco que formam espermatozoides em espermatozoides maduros. A empresa diz ter desenvolvido um método de spermatogênese in vitro, em laboratório, a partir de tecidos testiculares. A divulgação não foi publicada em revista revisada por pares.

A startup descreve um processo que isola células-tronco produtoras de espermatozoides do tecido testicular e as induz a evoluir para espermatozoides completos. Pesquisas anteriores mostraram avanços em modelos animais; construir espermatozoides humanos com esse método é considerado mais complexo.

Paterna afirma ter superado a etapa de maturação em tubúlos testiculares cultivados e, em vez disso, desenvolver apenas as células formadoras de espermatozoides em prato. O estudo usa biologia computacional para prever sinais moleculares e testar combinações de moléculas até definir o cocktail adequado.

Ao comentar a pesquisa, o Dr. Alexander Pastuszak, CEO da empresa e urologista, destacou que há controles rigorosos em cada etapa. Analisa-se se as substâncias identificadas realmente conduzem à maturação dos espermatozoides. Pastuszak também afirma que os óvulos ainda não foram fertilizados com sucesso nesse estágio.

O laboratório já observou que os espermatozoides gerados parecem, aos olhos, idênticos aos naturais. No entanto, a equipe ainda não está pronta para iniciar gravidezes. A empresa realizou embriões como teste inicial para verificar a viabilidade dos espermatozoides produzidos em laboratório.

Paterna planeja ampliar os testes com homens inférteis. A proposta é extrair espermatozoides de sêmen ou de tecido testicular desses pacientes, usar a técnica para produzir espermatozoides em laboratório e comparar taxas de fertilização com as amostras naturais. Resultados ajudariam a avaliar eficácia e segurança.

Quaisquer testes clínicos para iniciar gravidezes poderiam ocorrer já no próximo ano, segundo o cronograma preliminar. Profissionais independentes destacam que a questão envolve custos, acessibilidade e disponibilidade de tratamentos de fertilidade. Veículos de comunicação acreditam que a técnica pode ampliar opções para casais com infertilidade masculina.

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