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Governador interino do RJ completa mês em vida dupla sob temor de cortes

Governador interino do Rio completa um mês, acumulando cargos, com exonerações em massa e tensões políticas que alertam para retaliações

O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, durante entrevista coletiva no Tribunal de Justiça
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  • Ricardo Couto completa um mês acumulando os cargos de governador interino e presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, mantendo a “vida dupla” sob temores de retaliação.
  • Ele despacha no TJ-RJ, usa a estrutura da corte para temas do Executivo e continua assinando atos do Judiciário, mas evita analisar processos ligados à disputa política no estado.
  • O governo iniciou exonerações em massa de servidores comissionados, com 1.107 desligamentos até o dia 22, concentrados quase 70% nas secretarias de Governo e Casa Civil, que tiveram mudanças no comando.
  • Também houve suspensão de novas contratações nas secretarias de Infraestrutura, Obras e Cidades, e uma auditoria passou a apurar contratos da administração estadual; aliados de Castro reclamam de exonerações.
  • A oposição elogia as ações de Couto, com reuniões na Alerj sobre segurança e educação; no STF, o julgamento sobre a forma de escolha do governador-tampão segue sem definição, mantendo Couto no cargo por liminar.

O desembargador Ricardo Couto completa um mês no cargo de governador interino do Rio de Janeiro, acumulando a função com a presidência do Tribunal de Justiça (TJ-RJ). A atuação dupla envolve despacho no TJ e assinatura de atos administrativos, com foco em temas de interesse do Executivo.

Couto assumiu após a renúncia de Claudio Castro. No primeiro pronunciamento público, afirmou ser uma solução temporária e que pode durar menos de uma semana ou mais. O cenário gerou controvérsia entre aliados e opositores.

A medida administrativa ganhou ritmo de gestão

Um mês depois, o governo interino ordenou a exoneração em massa de comissionados, apontando inconsistências funcionais. Dados do Diário Oficial indicam 1.107 demissões em secretarias, com quase 70% na pasta da Governança e da Casa Civil.

Couto também suspendeu novas contratações em Infraestrutura, Obras e Cidades e iniciou auditoria em contratos do estado. As ações provocaram descontentamento entre apoiadores de Castro, que viam perdas de cargos políticos.

Reações e debates

Aliados de Castro apresentaram queixas sob reserva sobre exonerações de pessoas que realmente trabalhavam, ainda que tivessem indicações políticas. Desembargadores do TJ-RJ manifestaram preocupação com retaliações e levantamentos de gastos do tribunal.

Por outro lado, a oposição tem elogiado a atuação de Couto. Deputados da Alerj afirmaram encontros com pautas de segurança e educação, com a promessa de estudo de temas de urgência por meio magistrados.

Questões constitucionais e fôlego financeiro

Entre as prioridades estão a recomposição salarial de servidores e a saúde financeira do estado, diante de um déficit estimado em 19 bilhões de reais. A decisão sobre a redistribuição de royalties do petróleo segue em julgamento no STF, com data ainda sem definição.

Couto continua atuando como magistrado, participando de cerimônias do TJ-RJ. Decisões sobre a presidência da Alerj ficaram a cargo da 1ª vice-presidente do tribunal, Suely Lopes Magalhães, em ações envolvendo votação no Legislativo.

Contexto institucional e linha de sucessão

Couto está no cargo por liminar do STF, que determina sua permanência. A Alerj escolheu Douglas Ruas como presidente, posição relevante já que influencia a linha sucessória. Ainda não há definição sobre a forma de escolha do governador-tampão.

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