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Lula aumenta gasto com mídia social, busca mais exposição

Governo mostra baixa visibilidade de Lula na página oficial, com 12% das publicações; divergência entre estratégia de redes e a campanha de reeleição

O presidente Lula em evento de lançamento do livro do marqueteiro Sidônio Palmeira sobre a campanha de 2022, em Brasília
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  • Entre janeiro e abril, a página oficial do governo publicou 504 conteúdos, e Lula aparece em 61 deles (12%).
  • Na mesma janela, a Casa Branca fez 702 postagens no @whitehouse, com Donald Trump citado em 475 casos (67,6%).
  • Assessor(es) da campanha à reeleição levaram o material ao presidente após divergências com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, que assumiu o posto em janeiro de 2025.
  • A estratégia gerou críticas pela infantilização de posts — como uso de animais para explicar soberania nacional — e por tratar de temas como isenção de IR para quem ganha mais de R$ 5 mil e aumento de imposto sobre apostas.
  • No ano anterior, o governo investiu cerca de R$ 130 milhões em campanhas digitais; o ministro da Secom não havia se manifestado até o momento.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve um levantamento que revela baixa exploração de sua imagem na página oficial do governo, o @govbr. O estudo aponta uma diferença clara na comunicação oficial, especialmente durante o período eleitoral.

Entre janeiro e abril deste ano, a página publicou 504 conteúdos, e Lula aparece em apenas 61 deles, o que representa 12%. Os materiais incluem vídeos, cards e fotos.

No mesmo intervalo, a Casa Branca atuou com 702 publicações no @whitehouse, com Donald Trump presente em 475 itens, ou 67,6%. Os números evidenciam disparidade entre os gabinetes.

Mudanças na estratégia de comunicação

A avaliação foi feita por assessores ligados à campanha de reeleição após divergências com o ministro Sidônio Palmeira, atual chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom). Palmeira assumiu o cargo em janeiro de 2025 e já foi marqueteiro de Lula em 2022.

A equipe aponta que a linguagem informal usada nas redes buscava apresentar o presidente como avalista das entregas do governo. Entre as críticas, destaca-se a tentativa de tornar conteúdos mais simples, até com tom infantilizante.

Um exemplo citado envolve a explicação da soberania nacional com animais na página do Instagram, usando capivara para o Brasil e águia para os EUA. O material gerou debate sobre a seriedade da comunicação.

O @govbr também tratou de temas fiscaições, como isenção de IR para quem ganha acima de R$ 5 mil mensais e aumento de impostos para jogos de aposta, com uso de narrativas animais.

Ainda em 2024, o governo investiu cerca de R$ 130 milhões em campanhas digitais em plataformas como Google e Meta, entreposto de quase 80% das verbas públicas de publicidade online.

O ministro da Secom não respondeu quando contactado. O espaço permanece aberto para manifestação oficial.

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