- Minas Gerais é visto por aliados do centrão como campo minado para Flávio Bolsonaro, sem palanque garantido no estado.
- Apoiar o governador Matheus Simões é visto com receio, já que ele não empolga nas pesquisas.
- A candidatura do senador Cleitinho é considerada viável pela direita, mas há resistência no PL e ele é visto como inconstante.
- A filiação do senador Carlos Viana ao PSD complica a briga pela segunda vaga ao Senado; Simões precisaria escolher entre Domingos Sávio e Marcelo Aro.
- O PL avalia lançar candidatura própria ao governo com Flávio Roscoe; a segunda vaga ao Senado pode ficar com uma indicação de Cleitinho ou de Simões.
Minas Gerais se tornou um campo minado para o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, avaliam aliados do centrão. O cenário atual não oferece palanque claro no estado, considerado crucial para a eleição nacional.
A confirmação de alianças e o alinhamento da direita em MG caminham com dúvidas. Flávio ainda não tem palanque garantido; apoiar o governador Matheus Simões é visto com cautela, pois as pesquisas não o colocam em quadro empolgante. O senador Cleitinho, favorito no momento, é visto com resistência por parte do PL.
Cenário atual
A hipótese de Flávio atrair o ex-governador Romeu Zema para ser vice é discutida, mas depende de negociações que podem induzir o apoio a Simões. Ainda, a recente filiação de Carlos Viana ao PSD complica a decisão do governador sobre quem indicar para o Senado, entre Domingos Sávio, Marcelo Aro e outras composições.
No campo da direita bolsonarista, a prioridade seria apoiar Cleitinho, que se posiciona como alternativa ao Palácio Tiradentes. Aliados de Flávio, como Nikolas Ferreira, resistem a uma aliança com Cleitinho, que também tem companhia de avaliações de alinhamento com as pautas do bolsonarismo.
Desdobramentos eleitorais
A direção do PL considera a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao governo, com Flávio Roscoe como opção já filiado. A segunda vaga ao Senado poderia ficar com um nome indicado por Cleitinho ou por Simões, dependendo da decisão de Flávio sobre apoio.
A indefinição mineira pode favorecer o senador Rodrigo Pacheco, do PSB, que deve concorrer ao governo com apoio do presidente Lula, caso haja fragmentação na base bolsonarista. Em Minas, a disputa envolve barômetros de gestão pública, dívida estadual e confiança no eleitor.
Riscos e estratégias
A avaliação interna do PL aponta que a entrada de Viana no PSD congestiona as candidaturas ao Senado, limitando espaço para Domingos Sávio e Marcelo Aro. Além disso, a experiência de gestão é vista como fator decisivo, dada a dívida de MG com o governo federal, estimada em bilhões de reais.
Segundo interlocutores, Cleitinho é considerado competitivo mesmo sem o apoio direto de Flávio, o que pode demandar ajustes na estratégia de coordenação entre siglas. A região continua a exigir clareza sobre quem liderará a chapa majoritária e como será a distribuição de vagas.
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