- Moraes prorroga por cinquenta dias o inquérito que investiga o influenciador Bruno Aiub, o Monark, por descumprimento de decisões do STF sobre publicações nas redes.
- A Polícia Federal pediu prazo adicional, alegando que ainda não concluiu todas as etapas da apuração.
- O inquérito apura uso de plataformas como Facebook, YouTube, Twitter, TikTok e Rumble para driblar bloqueios e promover conteúdos considerados ilegais ou anti-democráticos.
- Moraes informou que Monark teria desrespeitado ordens judiciais e pediu novo bloqueio, além de ele ter prestado depoimento à Polícia Federal.
- O caso tem raízes em críticas de Monark a decisões sobre desinformação eleitoral e em declarações no programa Flow, que motivaram ações por discurso de ódio.
O ministro do STF Alexandre de Moraes prorrogou por 60 dias o inquérito que investiga o influenciador Bruno Aiub, o Monark, por descumprimento de decisões da Corte ligadas a publicações nas redes sociais. A prorrogação foi autorizada após a Polícia Federal solicitar prazo adicional para concluir a apuração.
A PF informou que ainda não encerrou todas as diligências. O objetivo é finalizar as etapas da apuração antes de apresentar as conclusões ao STF. O pedido de prorrogação foi considerado essencial para o andamento do trabalho.
Monark é investigado por desacatar determinações judiciais que pediram o bloqueio de canais e perfis do influenciador e a abstenção de divulgar conteúdos potencialmente fraudulentos, sob pena de multa.
O inquérito envolve decisões relacionadas ao bloqueio de páginas indicadas após o ataque às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Plataformas como Facebook, TikTok e Twitter (X) foram orientadas a agir contra conteúdos associados ao influenciador.
Relatórios do TSE apontaram uso de outras plataformas, como o Rumble, para divulgar entrevistas com o deputado Filipe Barros e informações contestadas sobre a integridade das instituições eleitorais. Moraes mencionou o episódio em despachos oficiais.
Segundo Moraes, novos dados mostram perfis ativos em diversas redes vinculados ao investigado, com conteúdos defendendo ideias consideradas ilegais e antidemocráticas. Também foi citado o uso de falhas de moderação do Spotify para manter monetização do podcast MonarkTalks.
O STF entendeu que o conjunto de condutas caracteriza descumprimento reiterado de decisões judiciais, justificando a continuidade do inquérito. A PF ganha mais dois meses para avançar com diligências antes de encaminhar o relatório final ao tribunal.
Monark ficou afastado do Flow após declarações durante um debate, que motivaram denúncia do Ministério Público de São Paulo por discurso de ódio em 2024. A defesa do influenciador não teve retorno imediato na reportagem.
Entre na conversa da comunidade