- O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que escolherá um parlamentar com “interlocução” entre partidos para relatar a PEC 6×1.
- A ideia é construir uma proposta “o mais equilibrada possível” e ouvir empresários, setor produtivo e governo na montagem do texto.
- No momento, o deputado Paulo Azi surge como nome com força para a relatoria, tendo relatado a primeira votação da 6×1 na CCJ.
- A previsão é criar uma comissão especial até sexta-feira (24) para que os partidos indiquem integrantes, com instalação na próxima semana.
- O Planalto enviou uma proposta própria com regime de urgência, para votação até 30 de maio, mas Motta disse não ter discutido detalhes do projeto.
O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, sinalizou nesta quinta-feira a escolha de um parlamentar com capacidade de interlocução entre partidos para relatar a proposta de fim da jornada 6×1 na Casa. A ideia é abrir caminho para uma PEC que trate do tema com equilíbrio entre as legendas.
Motta afirmou que avalia opções e busca construir uma versão da PEC com a maior convergência possível. Nos bastidores, o nome com maior força para a relatoria é o do deputado Paulo Azi, que já relatou a primeira votação da 6×1 na CCJ e é visto como opção favorável por partidos distintos, como PT e PL.
A Câmara pretende criar uma comissão especial para discutir a PEC até sexta-feira, 24, para viabilizar a indicação de integrantes ao colegiado e sua instalação na semana seguinte. O calendário é apertado, com a avaliação pela comissão especial e pelo plenário prevista para maio, para não conflitar com o projeto do governo relacionado à 6×1.
Estrutura, prazos e alinhamentos
O Planalto já encaminhou uma proposta própria, com regime de urgência, que precisa ser votada até 30 de maio. Questionado pelo R7, Motta afirmou não ter tratado detalhes sobre o texto do governo. O objetivo é que a PEC seja analisada dentro do prazo e que haja consenso entre os blocos na Câmara.
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