- A proposta para pôr fim à escala seis por um avança na Câmara, passando da CCJ para uma comissão especial que debaterá o mérito.
- O líder do Partido Liberal, Sóstenes Cavalcante, disse que o governo precisa apresentar contrapartidas robustas às empresas para viabilizar a aprovação.
- Dispostos a atrasos, alguns oposicionistas cogitam prolongar a discussão em até quarenta sessões, o que pode empurrar a votação para o segundo semestre.
- Há sugestões de compensação às empresas, incluindo pagamento por hora trabalhada e apoio via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
- Dentro da base governista, o Partido dos Trabalhadores mostra resistência a desonerações diretas, mas reconhece a necessidade de uma estratégia para reduzir a resistência no Congresso.
A Câmara dos Deputados abriu uma nova fase da tramitação da proposta que altera a jornada de trabalho no Brasil. Após a aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (22), a oposição condiciona o avanço da matéria a contrapartidas ao setor produtivo. O líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante, afirmou que o governo precisará abrir o cofres para facilitar a aprovação do fim da escala 6×1.
A proposta segue para a criação de uma comissão especial, cuja instalação foi definida pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Nessa instância, o texto poderá receber emendas e sofrer alterações antes de ir ao plenário.
Comissão Especial
Parlamentares de oposição defendem ajustes, como a possibilidade de pagamento por hora trabalhada, bandeira defendida por setores liberais. O tema também tem participação de aliados que veem necessidade de flexibilizar regras para avançar.
Base governista e entraves
Dentro da base, o PT admite a necessidade de alternativas para reduzir a resistência, sem confirmar desonerações diretas. Há sinalização interna de que um acordo com setores específicos e suporte financeiro, possivelmente via o BNDES, pode ser considerado.
Riscos de atraso e leitura eleitoral
Há expectativa de uso de eventuais manobras regimentais para prolongar a tramitação, com até 40 sessões previstas para discussão. A indefinição aumenta o risco de atraso na votação, o que preocupa o entorno do presidente Lula. A aprovação anterior é vista por interlocutores como crucial para o cenário eleitoral de outubro.
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