- O presidente da Câmara, Hugo Motta, quer conversar com o Planalto e com a oposição antes de fechar o nome do relator da PEC 6×1, que acaba com a escala 6×1; até o momento, apenas Paulinho da Força foi citado por ele.
- O deputado Paulo Azi, da União Brasil, tem recebido elogios de governistas e da oposição pela condução na Comissão de Constituição e Justiça e é considerado um dos nomes para relatar a matéria também na comissão especial.
- Azi tem resistido a assumir a função logo após a votação na CCJ, citando o potencial polêmico do tema em ano eleitoral, o que torna a escolha incerta.
- Os autores da PECs, Reginaldo Lopes e Erika Hilton, disseram à Coluna do Estadão que Azi seria uma opção que agradaria a esquerda, destacando o relatório técnico apresentado por ele.
- Na CCJ, a admissão da PEC foi elogiada por deputados de ambos os lados, que destacaram o trabalho técnico do relator.
O deputado Paulo Azi (União-BA) tem sido elogiado por governistas e oposicionistas pela condução como relator da CCJ da Câmara na proposta que elimina a escala 6×1. Parlamentares ouvidos pela Coluna do Estadão o apontam como um dos nomes prováveis para relatar o tema também na comissão especial.
Apesar do reconhecimento, a nomeação de Azi é tida como improvável neste momento. Ele mostrou resistência ao assumir a função, especialmente diante do atual clima eleitoral. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que busca um nome com boa capacidade de interlocução e pretende conversar com o Planalto e com a oposição antes do anúncio.
Interlocução e possíveis substitutos
Motta citou, nesta quinta-feira, 23, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) como exemplo de interlocutor. O acordo sobre quem vai assumir a relatoria depende de conversas com o ministro José Guimarães (Secretaria de Relações Institucionais) e deve ocorrer na próxima semana.
Autores das PECs que tramitam apensadas na Câmara elogiaram a condução de Azi na CCJ. Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP) destacaram, à Coluna, o relatório técnico apresentado pelo parlamentar baiano. Ambos consideram que Azi tem traços de moderação que agradariam a esquerda.
Na apreciação da CCJ, deputados de ambos os campos elogiaram a condução do tema. A admissão da PEC, na prática, recebeu avaliações positivas sobre o racional técnico do relatório e o equilíbrio demonstrado durante a votação.
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