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PF não aceitará delações que não contribuam com a investigação, diz diretor

PF só aceitará delações que tragam novos elementos à investigação, afirma o diretor-geral Andrei Rodrigues, conforme avança a Operação Compliance Zero

Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa foram presos em diferentes fases da Operação Compliance Zero | Reprodução
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  • A Polícia Federal mantém negociações para a delação premiada de Daniel Vorcaro, mas só aceitará acordos que tragam novos elementos à investigação.
  • A PF já realizou quatro fases da Operação Compliance Zero, que investiga as relações de Vorcaro com autoridades e supostas fraudes no sistema financeiro.
  • Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília, está preso e pode fechar uma delação antes de Vorcaro, para não ficar atrás na colaboração.
  • Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro de Vorcaro, também foi preso; ele teria recebido mais de R$ 118 milhões do Banco Master.
  • O Supremo Tribunal deve concluir o julgamento das prisões até sexta-feira; o diretor da PF, Andrei Rodrigues, cita a delação premiada de Mauro Cid como exemplo de contribuição útil.

Com a PF ainda afinando os termos da delação premiada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, da Master, o diretor-geral Andrei Rodrigues disse ao SBT News nesta quinta-feira (23) que só aceitará acordos que acrescentem novos elementos à investigação. A instituição segue considerando a jurisprudência vigente para o uso de delações.

A PF já realizou quatro fases da Operação Compliance Zero, que apura a relação de Vorcaro com figuras públicas e supostas fraudes no sistema financeiro, em desrespeito ao Banco Central. A meta é ampliar provas e caminhos para novas diligências.

Na última etapa, a PF prendeu Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), que busca dissociar-se de Vorcaro com uma delação antes que o banqueiro tenha acordo fechado. Costa trocou a defesa na quarta-feira (22).

Outro detido naquele dia foi Daniel Monteiro, apontado como operador jurídico-financeiro de Vorcaro. Monteiro teria recebido mais de R$ 118 milhões do Banco Master, segundo declarações de Imposto de Renda. O caso está sendo analisado pelo STF em plenário virtual.

Contribuição premiada na prática

Andrei Rodrigues citou indiretamente a cooperação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de Jair Bolsonaro, como referência de como a delação pode orientar investigações. O diretor reiterou a necessidade de benefício real para a condução processual.

A defesa de Costa busca delação antes de Vorcaro para não ficar prejudicada pela contribuição do ex-banqueiro, segundo apuração do SBT News. A jurista também trabalha para manter as prisões em julgamento, que deve ocorrer até sexta-feira (24) em plenário virtual.

Guia de cooperação e prazos

A PF enfatiza que a delação só será aceita se for útil à apuração, apresentando novos elementos, informações ou provas. A orientação vale para casos envolvendo autoridades públicas e operadores do sistema financeiro, com foco na legalidade.

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