- A Justiça de São Paulo decidiu que o policial militar Luan Felipe Alves Pereira será julgado pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio qualificado, após o episódio em que lançou um homem de uma ponte durante abordagem.
- O caso ocorreu em Cidade Ademar, zona sul de São Paulo, na madrugada de 2 de dezembro de 2024, e houve filmagens do momento da agressão.
- A vítima, identificada como Marcelo Barbosa Amaral, sobreviveu à queda; o manobrista afirmou ter sido agarrado por um PM e lançado da ponte, após não oferecer resistência.
- A defesa alega que o policial não teve a intenção de matar e que o caso deveria ser julgado por lesão corporal ou abuso de autoridade, sem dolo de matar.
- A juíza Fernanda Oliveira Silva, em 14 de abril, entendeu que há indícios de dolo descritos na denúncia e que as teses defensivas não estão suficientemente comprovadas, mantendo o caso para apreciação pelo júri.
O policial militar Luan Felipe Alves Pereira será julgado pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio qualificado, após supostamente jogar um homem de uma ponte durante uma abordagem em São Paulo, em dezembro de 2024, na região de Cidade Ademar. O incidente foi registrado em imagens divulgadas por testemunhas.
A acusação sustenta dolo e afirma que o policial utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima, Marcelo Barbosa Amaral, manobrista que sobreviveu à queda. A defesa, por sua vez, afirma que não houve intenção de matar e que o caso deveria ser analisado como lesão corporal ou abuso de autoridade.
A decisão foi proferida pela juíza Fernanda Oliveira Silva, em 14 de abril. O júri é considerado adequado pela magistrada, diante de indícios apontados pela denúncia, como laudos de lesões e perícias, que sustentam a configuração da qualificadora.
O caso ocorreu na madrugada de 2 de dezembro de 2024, na região da ponte da Rua Padre Antônio de Gouveia, quando Marcelo retornava de moto da casa da namorada. Segundo testemunhas, o homem foi colocado à força na beirada da ponte por policiais, antes de ser lançado ao riacho. Marcelo afirma não ter ofendido ninguém e que foi agredido com cassetetes durante a abordagem, recebendo atendimento médico posteriormente.
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