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Policial que jogou motociclista de ponte em SP será julgado pelo Júri

Policial militar vai a júri popular por jogar motociclista de ponte em São Paulo; Justiça enquadra como tentativa de homicídio com agravante de dificultar defesa

Momento em que o PM Luan Felipe Alves Pereira joga Marcelo Barbosa do Amaral de cima de uma ponte em Cidade Ademar (SP) | Reprodução
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  • O policial militar Luan Felipe Alves Pereira será julgado pelo Tribunal do Júri por tentativa de homicídio, após jogar um motociclista de cima de uma ponte em São Paulo no dia 3 de dezembro de 2024.
  • O caso ocorreu na rua Padre Antônio de Gouveia, em Cidade Ademar, zona sul, e uma testemunha registrou o crime.
  • A vítima foi Marcelo Barbosa do Amaral, 25 anos; segundo ele, o policial disse para pular no córrego ou seria arremessado, e o homem foi jogado após tentar fugir.
  • O Ministério Público denunciou o policial, o TJSP aceitou a denúncia em abril do ano anterior, e o réu responde em liberdade com a proibição de exercer função pública e distância mínima de 300 metros da vítima.
  • A defesa pediu lesão corporal de natureza leve, mas a Justiça manteve a acusação de tentativa de homicídio, com agravante de dificultar a defesa.

O policial militar que jogou um motociclista de cima de uma ponte em São Paulo será julgado pelo Tribunal do Júri. O Ministério Público (MP) denunciou o suspeito, Luan Felipe Alves Pereira, após o caso ocorrido em 3 de dezembro de 2024.

O episódio aconteceu na rua Padre Antônio de Gouveia, em Cidade Ademar, zona sul da capital. Uma testemunha gravou as imagens, que ajudararam a identificar o policial e embasaram a denúncia.

A vítima foi Marcelo Barbosa do Amaral, 25 anos. Ele afirmava ter sido parado, abandonou a moto sem capacete e tentou fugir; Pereira o agarrou pela camiseta e o jogou da ponte.

Segundo Amaral, o policial disse que ele deveria pular no córrego ou seria arremessado. A Justiça rejeitou a defesa que alegava lesão corporal de natureza leve, mantendo a acusação de tentativa de homicídio.

Situação processual

O TJSP recebeu a denúncia do MP e tornou Pereira réu, em abril do ano passado. O policial responde em liberdade, com a obrigação de não exercer função pública e manter distância mínima de 300 metros da vítima.

A decisão que confirmou a ida ao júri manteve o crime como tentativa de homicídio, com agravante de ter dificultado a defesa da vítima ao atirar-a da ponte de forma abrupta. O caso segue para o julgamento.

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