- A Justiça Federal em São Paulo decretou a prisão preventiva de Chrys Dias e Mateus Magrini; Débora Paixão teve prisão domiciliar determinada.
- a decisão foi anunciada na tarde de 23 de abril, horas após o trio ter conseguido um alvará de soltura.
- a investigação apura esquema de apostas ilegais, rifas, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, com movimentação estimada em mais de R$ 1,6 bilhão.
- a PF acusa uso de empresas de fachada, laranjas e criptomoedas para ocultar a origem dos recursos; o STJ já havia considerado ilegal a prisão temporária anterior.
- os três investigados ficaram presos temporariamente em 15 de abril durante a Operação Narco Fluxo; os perfis dos influenciadores teriam sido usados para promover as atividades criminosas.
A Justiça Federal em São Paulo decretou a prisão preventiva de Chrys Dias e Mateus Magrini, enquanto Débora Paixão teve a prisão domiciliar determinada. A decisão ocorreu nesta quinta-feira, 23, e foi motivada por pedido da Polícia Federal. A medida chega horas depois de o trio ter obtido um alvará de soltura.
Os três já haviam sido presos temporariamente no dia 15 de abril, durante a Operação Narco Fluxo. A PF encaminhou pedido de prisão preventiva após o STJ ter concedido habeas corpus a outros investigados em casos semelhantes.
O habeas corpus no STJ, assinado pelo ministro Messod Azulay Neto, considerou ilegal o decreto de prisão temporária por 30 dias. A PF justificou a necessidade para preservar a ordem pública e evitar continuidade criminosa.
Operação Narco Fluxo
A investigação apura esquema que movimentaria mais de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas clandestinas, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A PF aponta uso de empresas de fachada, laranjas e criptomoedas para ocultar recursos.
Chrys Dias e Débora Paixão são casados e tinham grande alcance nas redes sociais. A PF afirma que o casal promovia rifas e sorteios como parte do suposto esquema criminoso, com os perfis oficiais suspensos.
Mateus Magrini foi detido na casa do irmão, em Jundiaí, conforme apuração policial. Ele é filho de Eduardo Magrini, conhecido como “Diabo Loiro”, apontado como membro do PCC, segundo a investigação.
A PF afirma que o grupo buscava manter a continuidade das atividades ilícitas e a destruição de provas, além de favorecer interferência entre investigados. A Justiça ainda não indicou novas datas de julgamento.
Entre na conversa da comunidade